SARAMPO: VACINAÇÃO PODE DIMINUIR CASOS DE DOENÇA QUE JÁ FOI ERRADICADA E AGORA VOLTA COM TUDO

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Um dos mais importantes avanços da civilização, as vacinas reduziram e, no caso do Brasil, erradicaram diversas doenças como sarampo, coqueluche, meningite, poliomielite. Doenças erradicadas são aquelas que, após vacinações coletivas, não acometem mais a população.

Mas antigas doenças estão reaparecendo, agora ainda com maior força. Houve recentemente um surto de sífilis na China, onde estava erradicada há mais de 50 anos.

Europa e Estados Unidos estão sentindo uma maior incidência de Mal de Chagas e a tubérculos; no Brasil, está havendo recordes de contaminação de dengue. Casos de ebola, vírus HIV e febre amarela estão ressurgindo. 

A baixa cobertura vacinal é a responsável pelo reaparecimento dessas doenças, associada a fatores externos como desmatamento e acidentes ambientais, em habitats de animais selvagens; além disso, falta de coleta regular de lixo, educação sanitária para eliminar criadouros do mosquito e aplicação de larvicidas nos depósitos de água, vasos com água parada, falta de ações da vigilância epidemiológica de casos suspeitos, falta de isolamento de  doentes suspeitos durante o período de viremia para evitar a contaminação dos mosquitos existentes na área – tudo isso colabora para a disseminação das doenças.

POLIOMIELITE

A pólio estava muito bem confinada e quase erradicada. Mas em S. Paulo, 44 cidades estão em alerta pelo número alarmante de novos casos, ao mesmo tempo em que Bahia e Maranhão têm a menor taxa de cobertura vacina dos último anos – apenas 15%.

Descaso puro. Afinal, para prevenção da pólio existem duas vacinas:  Vacina Oral Poliomielite (VOP) e a Vacina Inativada Poliomielite (V IP). A primeira é administrada por via oral, aos 2, 4 e 6 meses de vida, com reforço aos 15-18 meses e aos 5 anos de idade. Já a VIP é injetável, realizada aos 15 meses e reforço com 4 anos. 

SARAMPO

Outra doença erradicada retornou: o sarampo. Nos últimos meses, foram confirmados no Brasil nada menos que 967 casos de sarampo. Esses casos são devido às pessoas que não se vacinaram por decisão individual ou que viajaram de um ambiente com alta imunização para outro com baixa cobertura.

Os sintomas do sarampo são manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas, que se expandem por todo corpo. A persistência da febre é um sinal de alerta e pode indicar gravidade, principalmente em crianças menores de 5 anos de idade. 

Em São Paulo, o estado mais avançado do país, foi confirmado nesta semana o segundo caso do sarampo, em Cubatão. O primeiro caso foi registrado em fevereiro na capital.

 

No Brasil, até 26 de março, eram 13 notificações da doença, segundo dados da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde. O Amapá tinha 12 ocorrências, enquanto, até ali, São Paulo havia registrado apenas uma. De acordo com a pasta, 98 casos suspeitos seguem em investigação.

A ironia: o Brasil recebeu em 2016 o certificado oficial de erradicação do vírus do sarampo e em 2017 não registro nenhum caso. Em 2018, houve um surto com 10.346 casos no país. Em 2019, perdeu a certificação de país livre de sarampo, com 20.901 casos no país.

CAMPANHA DE VACINAÇÃO

Desde 4 de abril é realizada uma campanha nacional de vacinação contra o sarampo e a gripe, voltada aos profissionais da saúde. A partir de 3 de maio, o foco serão crianças entre 6 meses e menores de 5 anos (ou seja, com até 4 anos, 11 meses e 29 dias).

O Brasil registra uma diminuição da imunização das crianças nos últimos anos, apesar da vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, caxumba e rubéola, esteja disponível nas unidades de saúde durante o ano todo.

Especialistas atribuem a baixa vacinação à ocorrência de pandemia de Coronavírus, que isolou as pessoas nas casas e pelo governo federal ter cortado gastos com propaganda da vacinação.

 

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