COVID: CUIDADOS AINDA SÃO NECESSÁRIOS; HOJE, ESTÁ EM ALTA NOVAMENTE

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Com mais de 665 mil vítimas fatais, Brasil registra mais 114 mortes por Covid em 24 h; desde março de 2020, morreram 665.433 pessoas pela doença

O Brasil registrou mais 114 mortes por Covid-19 em 24 horas, segundo dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) desta quinta-feira (19), às 18 horas.  Com a atualização, o total de vítimas fatais da doença chega a 665.433.

Ao todo, 30.752.226 pessoas confirmaram uma infecção pelo coronavírus no país desde o início da pandemia. Nas últimas 24 horas, o Conass contabilizou 10.415 novos casos.

A média móvel de mortes pela doença está em 113, enquanto a de casos encontra-se em 16.157.

As médias móveis consideram a média de infecções e mortes registradas nos últimos sete dias. Os dados permitem o acompanhamento dos indicadores da pandemia sem eventuais distorções causadas por possível subnotificação aos fins de semana.

POSITIVIDADE CRESCE 56% NUMA SEMANA

A taxa de positividade dos testes de Covid-19 realizados nas farmácias brasileiras segue a tendência de alta, com a sétima elevação seguida, segundo dados da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma).

A taxa de positividade dos testes de Covid-19 realizados nas farmácias brasileiras segue a tendência de alta, com a sétima elevação seguida, segundo dados da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma).

De acordo com a entidade, que faz medições semanais, os resultados positivos no período entre 9 e 15 de maio foi de 26,08% do total de exames realizados. Ao todo, foram 31.623 resultados positivos. Na semana anterior, a taxa havia sido de 19,84%, com 17.708 testes positivos. Ou seja, um aumento de 56%.

O número de testes realizados na última semana também cresceu de forma considerável. Enquanto na semana de 2 a 8 de maio foram feitos 89.236 testes nas farmácias privadas do país, na semana de 9 a 15 de maio foram 121.272 testes realizados, um aumento de 36%. Foram coletados dados de 4.847 estabelecimentos.

FIOCRUZ ALERTA PARA ESTAGNAÇÃO NA COBERTURA VACINAL

A estagnação do crescimento da cobertura vacinal contra a covid-19 na população adulta, além da desaceleração da curva de cobertura de terceira dose, é motivo de preocupação, segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O alerta faz parte da nova edição do Boletim do Observatório Covid-19, divulgado nesta quinta-feira (19).

De acordo com os dados da Fiocruz, na população acima de 25 anos, a cobertura no território nacional para o esquema vacinal completo é de 80%. No entanto, a terceira dose nos grupos mais jovens segue abaixo da média considerada satisfatória.

“A análise aponta cobertura de 63,9% na faixa etária de 55 a 59 anos, 57,9% na de 50 a 54 anos, 52,8% de 45 a 49 anos. O percentual diminui gradualmente: a partir de 40 a 44 anos é de 49,8%, de 35 a 39 anos é de 44,7%, de 30 a 34 anos é de 40,3%, de 25 a 29 anos é de 35,5%, de 20 a 24 anos é de 30,4% e de 18 a 19 anos é de 25,2%”, destacou a Fiocruz.

No período de 24 de abril a 14 de maio, o boletim sinaliza que, em relação à quarta dose, na faixa etária de maiores de 80 anos é de 17,7%, de 75 a 79 anos é de 12,4%, 70 a 74 anos é de 12%, de 65 a 69 anos é de 6,4% e de 60 a 64 anos é de 3,4%.

Em relação à terceira dose, nas faixas etárias acima de 65 anos, a cobertura está acima de 80%.

Nas crianças entre 5 e 11 anos, 60% tomaram a primeira dose e 32% estão com esquema vacinal completo.

“O cenário atual ainda é motivo de preocupação. A ocorrência de internações tem sido consistentemente maior entre idosos, quando comparados aos adultos. Além disso, o surgimento de novas variantes, que podem escapar da imunidade produzida pelas vacinas existentes, constitui uma preocupação permanente”, explicam os pesquisadores da Fiocruz.

 

Fonte: Agência Brasil/Conass

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