VARÍOLA DOS MACACOS: OMS DECLARA EMERGÊNCIA INTERNACIONAL DE SAÚDE

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Vírus tem se espalhado rapidamente e aumenta o risco de disseminação internacional; esta é a quinta vez em dez anos que a OMS declara estado de emergência; número de infectados pulou de 3.040 casos em 47 países para 16 mil casos em 75 países atualmente, com cinco mortes – 607 casos, sem mortes, no Brasil e 438 em S. Paulo – e um em Cotia.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu hoje (23) declarar que a varíola dos macacos configura emergência de saúde pública de interesse internacional. 

Os sintomas iniciais da varíola dos macacos são principalmente dores no corpo, febre, mal-estar e cansaço. Então, a doença evolui para um quadro em que aparecem lesões no corpo em formato de bolhas.

A varíola dos macacos é uma causada por um vírus e transmitida pelo contato próximo com uma pessoa infectada e com lesões de pele. O contato pode se dar por meio de abraço, beijo, relações sexuais ou secreções respiratórias. A transmissão também ocorre por contato com objetos, tecidos (roupas, roupas de cama ou toalhas) e superfícies que foram utilizadas pelo infectado.

Não há tratamento específico, mas os quadros clínicos costumam ser leves, sendo necessários o cuidado e a observação das lesões. O maior risco de agravamento se refere, em geral, a pessoas imunossuprimidas, como pacientes com HIV/AIDS, leucemia, linfoma, metástase, transplantados, pessoas com doenças autoimunes, gestantes, lactantes e crianças com menos de 8 anos.

EMERGÊNCIA NÃO FOI CONSENSUAL

A decisão de declaração de emergência internacional não foi consensual entre membros do Comitê de Emergência da OMS, mas o diretor-geral decidiu ir adiante com a declaração. Ele destacou que o vírus tem se espalhado rapidamente por diversos países, o que aumenta o risco de disseminação internacional. 

Outra preocupação expressada pelo presidente da OMS diz respeito ao potencial do vírus de interferir em viagens de um país para outro, como ocorreu com a covid-19. No entanto, a OMS ainda considera o risco baixo.

Uma das preocupações da OMS é com o estigma que a doença pode provocar, uma vez que a maioria dos contaminados são homens que se relacionam sexualmente com outros homens, especialmente aqueles com múltiplos parceiros.

“Em acréscimo às nossas recomendações aos países, também chamo as organizações da sociedade civil, incluindo aquelas com experiência no trabalho com pessoas HIV positivo, para trabalhar conosco na luta contra o estigma e a discriminação”, disse Tedros.

De acordo com um estudo recém-publicado no New England Journal of Medicine, realizado com 528 pessoas em 16 países –o maior até o momento–, 95% dos casos foram transmitidos sexualmente.

Segundo o portal Our World in Data, da Universidade de Oxford, até a última quinta-feira (21), foram confirmados 15.510 casos de varíola dos macacos em 74 países.

No Brasil, o Ministério da Saúde confirma 607 casos da doença até a última sexta (22). O saldo é mais do que o dobro verificado no último dia 9, quando havia 218 diagnósticos confirmados em todo o país.

Os casos da doença concentram-se principalmente em São Paulo. No total, conforme dados do ministério, o estado registrou 438 diagnósticos positivos da doença até esta sexta, representando cerca de 72% do total.

No entanto, a Secretária da Saúde estadual disse que já são 466 casos da doença confirmados no estado. A maior parte deles é na capital paulista -no total, foram 385 somente na cidade.

“Todos os pacientes estão com boa evolução do quadro e são acompanhados pelas vigilâncias epidemiológicas dos seus respectivos municípios, com o apoio do estado”, completa a nota da secretaria.

VACINAS

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou à reportagem neste sábado que o Brasil já está negociando com a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) a aquisição de vacinas contra a varíola dos macacos (monkeypox).

Segundo Queiroga, a SVS (Secretaria de Vigilância em Saúde) está em processo de avaliar o quantitativo necessário, e a aquisição será por meio do fundo rotatório, um mecanismo internacional de cooperação técnica para acesso a vacinas.

Segundo ele, as medidas de contenção dos casos estão sendo adotadas, e a rede de diagnóstico está estruturada. “Todos os casos estão sendo acompanhados.”

Nesta sábado (23), a EMA (Agência Europeia de Medicamentos) recomendou a aprovação do alargamento da vacina Imvanex, usada no combate à varíola, para a proteção de adultos contra o vírus da varíola dos macacos, após estudos clínicos que a revelaram eficaz e segura.

O primeiro caso da varíola dos macacos no Brasil foi confirmado em 9 de junho em São Paulo. Desde então, a doença já foi registrada em outras 13 unidades da Federação.

Os sintomas iniciais da varíola dos macacos são principalmente dores no corpo, febre, mal-estar e cansaço. Então, a doença evolui para um quadro em que aparecem lesões no corpo em formato de bolhas.

Para prevenção, deve-se evitar o contato próximo com a pessoa doente até que todas as feridas tenham cicatrizado, assim como com qualquer material que tenha sido usado pelo infectado. Também é importante higienizar as mãos, lavando-as com água e sabão ou utilizando álcool gel.

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