MACACOS NÃO SÃO TRANSMISSORES DA VARÍOLA; COMISSÃO FAZ CAMPANHA EDUCATIVA

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Comissão Pró-Primatas Paulista faz campanha educativa e ressalta que, apesar do nome dado ao vírus, o macaco não está associado à origem ou à transmissão atual da doença e pede que os animais não sejam hostilizados nem agredidos

A Comissão Pró-Primatas Paulistas, ligada a ligada à Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo, avalia que há riscos de maus-tratos a macacos, em razão do nome popular do “monkeypox”: Varíola dos Macacos.

Apesar do vírus receber esse nome popular, macacos nada têm a ver com o surto e a transmissão se dá exclusivamente entre humanos.

A Comissão pede à população que se conscientize e não exponha os animais a maus tratos. Macacos são abundantes na nossa região, principalmente perto de condomínios, já que foram expulsos de mata derrubada para edificações e vêm às casas em busca de comida.

A prevenção se dá porque, entre 2016 e 2018, durante o surto da febre amarela, alguns locais tiveram extinção total de animais, ou sofreram agressões, sendo mortos a pauladas ou a algum outro tipo de retaliação dos humanos.

A Comissão lembra ainda que matar, perseguir ou caçar espécies da fauna silvestre é crime ambiental, passível de pena de seis meses a um ano de prisão. E recomenda que, ao avistar um macaco doente, ferido ou morto, avisar as autoridades municipais.

A Comissão destaca que os primatas fazem parte da biodiversidade e são fundamentais para a preservação das florestas e serviços ecossistêmicos. No Brasil, são 123 espécies de cinco famílias, 25% da população mundial. No estado de São Paulo, são dez espécies, seis ameaçadas de extinção. Entre elas, o Bugio, o mico-leão-da-cara-preta, e Muriqui do sul. mico-leão-da-cara-preta, e Muriqui do sul.

VÍRUS CIRCULA HÁ DÉCADAS

A varíola dos macacos não é um vírus novo. Está em circulação há décadas. Recebeu esse nome por ter sido detectado em macacos ainda na década de 1950. No atual surto, a doença se espalhou por mais de 70 países, inclusive o Brasil, onde mais de 600 ocorrência já foram comunicadas. A situação levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar alerta mundial.

O primeiro caso humano da varíola dos macacos foi confirmado em 1970, na República Democrática do Congo. Conhecido como varíola símia, a doença é um subconjunto da varíola, vacínia e varíola bovina – outro vírus contagioso encontrado em animais. Essa relação permite que a vacina da varíola forneça proteção contra a infecção.

 

Vírus circula há décadas

A varíola dos macacos não é um vírus novo. Está em circulação a décadas. Recebeu esse nome por ter sido detectado em macacos ainda na década de 1950. No atual surto, a doença se espalhou por mais de 70 países, inclusive o Brasil, onde mais de 600 ocorrência já foram comunciadas. A situação levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar alerta mundial.

O primeiro caso humano da varíola dos macacos foi confirmado em 1970, na República Democrática do Congo. Conhecido como varíola símia, a doença é um subconjunto da varíola, vacínia e varíola bovina – outro vírus contagioso encontrado em animais. Essa relação permite que a vacina da varíola forneça proteção contra a infecção.

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