TARCÍSIO RECUA EM IMPLANTAÇÃO DE PEDÁGIOS E REMOVE COBRANÇA NO KM 37,5 DA RAPOSO TAVARES

Pressão popular e falhas na adesão levam governo de São Paulo a suspender 12 pórticos e reavaliar modelo de cobrança automática
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O governo de São Paulo, sob a gestão de Tarcísio de Freitas, suspendeu a instalação de pelo menos dez pórticos de pedágio no sistema free flow, que permite a passagem livre de veículos com cobrança eletrônica.

A decisão, que afeta principalmente trechos das rodovias Raposo Tavares, Padre Manoel da Nóbrega e Luiz de Queiroz, é resultado da forte pressão de prefeituras, parlamentares e da própria população. No total, 12 pedágios do sistema free flow foram suspensos.

Um dos pontos de maior destaque é a remoção da cobrança de pedágio no km 37,5 da Rodovia Raposo Tavares, em Cotia. Este trecho era um dos oito pontos previstos inicialmente na rodovia, que liga a capital paulista à região de Sorocaba. Após repercussão negativa e mobilização política, o governo Tarcísio suspendeu a cobrança em cinco desses pontos, transformando-os em locais de monitoramento de veículos.

A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) confirmou que as mudanças são fruto do diálogo com a população e da compreensão de que não se deve separar bairros de um mesmo município ou tarifar cidadãos que trafegam dentro de sua própria cidade.

Além da Raposo Tavares, a gestão Tarcísio também desativou dois portais free flow na rodovia Padre Manoel da Nóbrega, nos municípios de Itariri e Pedro de Toledo, e descartou a instalação de três pórticos na rodovia SP-304 (Luiz de Queiroz), em Piracicaba, Santa Bárbara d’Oeste e Americana.

Falhas na Adesão e Revisão Contratual:

A suspensão dos pedágios free flow também é atribuída à baixa adesão dos motoristas ao sistema, que exige cadastro prévio da placa do veículo. A falta de registro resultou em autuações e multas, gerando reclamações.

A Artesp está calculando o impacto financeiro dessas retiradas, o que pode levar a uma redistribuição das cobranças nos pórticos remanescentes, podendo resultar em aumento do valor. Qualquer impacto financeiro às concessionárias deverá ser apurado e ressarcido, seja por redistribuição de valores ou outros tipos de reequilíbrio contratual.

O governo pretende manter o free flow como padrão nas próximas concessões rodoviárias, mas reconhece a necessidade de ajustes para superar desafios de integração, arrecadação e aceitação por parte dos motoristas. (Da redação, com informações da Folha de S. Paulo. Imagem: divulgação)