A HISTÓRIA EM TEMPO REAL: COMO USAR O PRESENTE PARA SE PREPARAR PARA O ENEM

Estar atento a acontecimentos atuais, de conflitos internacionais a avanços tecnológicos, é crucial para ter um bom desempenho na prova, que exige análise crítica e contextualização.
0
162

Para os estudantes que se preparam para o Enem, entender o Brasil e o mundo de hoje não é apenas um diferencial, mas uma necessidade. Temas como a pandemia, conflitos globais, mudanças climáticas, avanços da inteligência artificial e questões sociais estão cada vez mais presentes nas questões e na redação, exigindo do candidato um repertório crítico e a capacidade de conectar o conteúdo da sala de aula com a realidade.

“A prova do Enem cobra um estudante que saiba interpretar, refletir e conectar o conteúdo aprendido em sala com a realidade à sua volta”, explica Hugo de Almeida, diretor do PB Colégio e Curso, escola do Rio de Janeiro com grande tradição em aprovações. “Não se trata de decorar fórmulas ou datas, mas de entender o mundo em que se vive. O estudante que tem um olhar atento ao mundo amplia seu repertório e ganha vantagem em provas como o Enem, que valorizam a contextualização e a análise crítica dos acontecimentos”, reforça.

Temas que podem cair no Enem

A prova exige que o estudante trate os acontecimentos do presente como parte de um contexto histórico e social mais amplo. A tragédia ambiental no Rio Grande do Sul, por exemplo, pode ser relacionada a temas como urbanização desordenada, mudanças climáticas e políticas públicas. Já os conflitos internacionais podem aparecer em questões de geopolítica, migrações e direitos humanos.

Entre os temas mais prováveis de serem abordados, estão:

  • Mudanças climáticas e eventos extremos: seus impactos sociais e econômicos, como enchentes e secas.
  • Conflitos internacionais: a guerra entre Rússia e Ucrânia e as tensões no Oriente Médio.
  • Avanços da inteligência artificial: e seus efeitos no mercado de trabalho, na educação e na ética.
  • Movimentos sociais: diversidade, equidade de gênero, racismo estrutural e acessibilidade.
  • Desinformação: o uso responsável das redes sociais e o combate às fake news.
  • Desigualdade social e econômica: os desafios do Brasil e da América Latina no pós-pandemia.

Como se preparar

Professores recomendam que a preparação para o Enem inclua o consumo de informações de diferentes fontes, como jornais, telejornais e podcasts confiáveis. Além disso, é fundamental ir além dos fatos isolados: o ideal é buscar entender as causas, os desdobramentos e o contexto de cada acontecimento. A troca de ideias com professores e colegas é também uma ótima forma de aprofundar o conhecimento.

Uma dica prática é manter um “caderno de atualidades” para relacionar os temas do presente com as disciplinas escolares, como história, geografia e sociologia.

Dicas de filmes, séries e documentários

Para complementar os estudos, conteúdos audiovisuais podem ser ótimos aliados na preparação. Algumas sugestões que ajudam a ampliar o repertório:

  • O Dilema das Redes (Netflix): Para entender os impactos das redes sociais.
  • Democracia em Vertigem (Netflix): Para refletir sobre a história política recente do Brasil.
  • Explicando (Netflix): Série documental com episódios curtos sobre temas diversos, da crise climática a desigualdade de renda.
  • Chernobyl (HBO): Minissérie sobre o desastre nuclear na Ucrânia, com conexões sobre geopolítica e ciência.
  • O menino que descobriu o vento (Netflix): Filme baseado em fatos reais sobre ciência, resiliência e transformação social.

Para Hugo de Almeida, a alta performance no Enem passa por três pilares: disciplina, treino com simulados e, principalmente, a atualização sobre o mundo. “Temos que lembrar que esses jovens estão vivendo um tempo histórico. Ter consciência disso é o primeiro passo para escrever boas redações, interpretar melhor os textos e até compreender gráficos e dados com mais profundidade”, conclui.

(Fonte PB Colégio e Curso/Foto Marcello Camargo – Ag. Brasil)