RAYSSA LEAL CONQUISTA O TETRACAMPEONATO MUNDIAL DA SLS EM SÃO PAULO 

Atleta superou lesão e rivais olímpicas no Ibirapuera; "Fadinha" reafirma status de fenômeno global do esporte
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A brasileira Rayssa Leal escreveu mais um capítulo dourado em sua trajetória neste domingo (7). Aos 17 anos, a skatista conquistou o tetracampeonato da Street League Skateboarding (SLS), a mais prestigiada liga de skate de rua do mundo. A final do Super Crown, realizada no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, reuniu quase 10 mil torcedores e confirmou a hegemonia da maranhense diante da elite mundial.

Rayssa superou dores e adversárias de peso. A vitória veio sobre um esquadrão japonês formidável, incluindo a atual campeã olímpica Coco Yoshizawa e a vice-campeã Liz Akama, além da australiana Chloe Covell.

Superação e Técnica Impecável

A conquista teve contornos dramáticos. Rayssa competiu após sofrer uma entorse no tornozelo e quedas durante os treinos. Mesmo assim, demonstrou frieza e precisão técnica. Abriu a disputa com uma nota 8,3 e manteve a liderança com manobras consistentes, incluindo um 8,7 na terceira rodada e um 8,1 na penúltima passagem.

A performance foi tão dominante que o título foi matematicamente assegurado antes mesmo de sua última tentativa, após as quedas das rivais Oda e Covell. Com o cancelamento do Campeonato Mundial de 2025, o título da SLS ganhou peso de “copa do mundo”, encerrando a temporada como a principal disputa internacional do ano.

De “Fadinha” a Gigante: A Trajetória de Rayssa

O tetracampeonato da SLS consolida uma evolução meteórica que o mundo acompanha há uma década. O retrospecto de Rayssa Leal revela uma atleta que quebrou barreiras consistentemente:

  • 2015 (O Início): Com apenas 7 anos, um vídeo seu fazendo um heelflip vestida de fada viralizou mundialmente, chamando a atenção da lenda Tony Hawk. Nascia ali a alcunha de “Fadinha”.

  • 2019 (Estreia na Elite): Aos 11 anos, tornou-se a skatista mais jovem a vencer uma etapa da SLS (em Los Angeles), mostrando que não era apenas um fenômeno da internet.

  • 2021 (Tóquio 2020): Entrou para a história olímpica ao conquistar a medalha de prata nos Jogos de Tóquio, tornando-se a mais jovem medalhista brasileira de todos os tempos, aos 13 anos.

  • 2022/2023 (Consolidação): Campeã Mundial em Sharjah e Medalha de Ouro nos Jogos Pan-Americanos de Santiago.

  • 2024 (Paris): Conquistou o bronze nas Olimpíadas de Paris, solidificando-se no pódio olímpico.

  • 2025 (Hegemonia): Venceu o STU Pro Tour Rio, etapas da SLS em Miami e Brasília, culminando agora com o tetra do Super Crown em São Paulo.

Apoio e Reconhecimento

O desempenho de Rayssa é impulsionado pelo Bolsa Atleta, programa criado em 2005 que garante suporte financeiro para que esportistas se dediquem integralmente aos treinos. A categoria Pódio, da qual Rayssa faz parte, é destinada a atletas que figuram entre os 20 melhores do ranking mundial.

O ano brilhante da skatista também foi reconhecido pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB). Eleita a melhor atleta do ano no skateboarding, Rayssa é finalista ao Prêmio Brasil Olímpico na categoria “Melhor Atleta do Ano”. A vencedora será anunciada na próxima quinta-feira (11), em cerimônia no Rio de Janeiro, onde ela concorre com Gabi Guimarães (vôlei), Maria Clara Pacheco (taekwondo) e Rebeca Lima (boxe).

(Com informações e imagem de Agência Gov e Ministério do Esporte.)