MULHERES SÃO A MAIORIA NAS URNAS EM COTIA; CONQUISTA DO VOTO FEMININO COMPLETA 94 ANOS

Instituído em 1932, primeiro Código Eleitoral garantiu direito ao voto para as mulheres; em Cotia e região, força feminina ultrapassa os 52% dos eleitores, com mais de 100.000 eleitoras
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CONQUISTA DO VOTO FEMININO COMPLETA 94 ANOS; COTIA TEM MAIS DE 100 MIL ELEITORAS E SÃO MAIORIA

Instituído em 1932, primeiro Código Eleitoral garantiu direito ao voto para as mulheres; em Cotia e região, força feminina ultrapassa os 52% dos eleitores.

O dia 24 de fevereiro marca um dos capítulos mais importantes da democracia brasileira. Há 94 anos, em 1932, era instituído o primeiro Código Eleitoral do Brasil (Decreto nº 21.076/1932), documento que não apenas criou a Justiça Eleitoral, mas finalmente garantiu às mulheres o direito de votar e serem votadas em todo o território nacional.

Hoje, a importância dessa conquista é traduzida em números. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as mulheres são a maioria decisiva nas urnas: somam 82.362.730 eleitoras, o que representa 52,86% do eleitorado nacional.

Força feminina em Cotia e região

Na nossa região, o protagonismo feminino acompanha a tendência nacional e estadual. Em Cotia, as mulheres são a maioria absoluta, representando 52,59% do eleitorado apto. São mais de 100 mil eleitoras no município, superando o número de homens, que somam cerca de 90 mil.

Apesar de serem maioria entre os votantes, a ocupação de cargos eletivos na região ainda é um desafio. Na última eleição municipal (2024),  a composição da Câmara Municipal  continua  masculina, refletindo a estatística nacional de que, embora as mulheres decidam a eleição, elas ainda ocupam menos de 15% das cadeiras legislativas em muitas cidades brasileiras.

Confira os números da força feminina nas cidades vizinhas:

Cidade Percentual Feminino Eleitoras (Aprox.)
Itapevi 52,68% 88.900
Cotia 52,59% 100.980
Vargem Grande Paulista 51,69% 22.460

Cotas e Inclusão

Para estimular essa participação, a legislação prevê que partidos preencham o mínimo de 30% de candidaturas de cada gênero. Além disso, decisões recentes do STF e do TSE reforçaram a obrigatoriedade de repasse proporcional de recursos do Fundo Eleitoral e tempo de propaganda para candidaturas femininas e negras.

Pioneiras que mudaram a história

A caminhada até aqui foi pavilhada por nomes como Bertha Lutz, líder do movimento sufragista, e Celina Guimarães Viana, a professora que, em 1927, tornou-se a primeira eleitora do país. Outro destaque histórico foi Alzira Soriano, eleita em 1928 como a primeira prefeita do Brasil, em Lajes (RN).

Desafios para 2026

Apesar de serem maioria nas urnas, a representação política direta ainda busca equilíbrio. Nas eleições de 2022, as candidaturas femininas ocuparam apenas 33,8% do total no país.

Em 2026, as brasileiras terão novamente a oportunidade de decidir e ocupar espaços como deputadas federais, estaduais, senadoras, governadoras e na Presidência da República. No estado de São Paulo, embora a Assembleia Legislativa tenha hoje sua maior bancada feminina (27 deputadas), o comando do governo estadual nunca foi ocupado por uma mulher. (Da redação, com informações do TSE. Imagem gerada por I.A.)