SANTUÁRIO DE ELEFANTES NO MATO GROSSO RETOMA ATIVIDADES COMO REFÚGIO PARA ANIMAIS RESGATADOS

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O trabalho de recuperação e acolhimento do Santuário de Elefantes Brasil (SEB), localizado na Chapada dos Guimarães (MT), foi tema de destaque no programa Repórter Eco, da TV Cultura. A instituição, que integra uma rede global de proteção à fauna, retomou integralmente suas atividades após a renovação de sua licença de operação pelos órgãos ambientais.

Em dezembro de 2025, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) havia suspendido temporariamente a autorização para o ingresso de novos animais. A medida foi tomada em caráter cautelar para investigar a morte das elefantas Pupy (35 anos) e Kenya (44 anos), ocorridas em um curto intervalo de tempo. No entanto, vistorias técnicas do Ibama e da Sema comprovaram que o santuário possui estrutura adequada, profissionais qualificados e que as mortes não foram causadas por negligência, mas por complicações de saúde pré-existentes ao resgate.


Refúgio e Reabilitação no Cerrado

Fundado em 2016 em uma área de 1.200 hectares, o santuário é pioneiro na América Latina. O local foi escolhido por Scott Blais, cofundador da rede global, devido às características do Cerrado mato-grossense, que se assemelham às savanas africanas e asiáticas, facilitando a adaptação dos mamíferos.

Diferente de zoológicos, o santuário não é aberto ao público. O objetivo principal é oferecer um ambiente onde os animais possam expressar comportamentos naturais e se recuperar de décadas de confinamento severo em picadeiros de circos e recintos de zoológicos. Atualmente, o espaço abriga cinco fêmeas: Bambi, Guillermina, Maia, Mara e Rana.

O Legado da Proibição de Animais em Circos

O debate sobre o cativeiro de grandes animais no Brasil ganhou força após a tragédia ocorrida no ano 2000, quando uma criança foi morta por leões em um circo em Pernambuco. O episódio gerou uma onda de leis estaduais que proibiram o uso de animais em espetáculos, criando uma demanda urgente por locais adequados para abrigar essas espécies.

Especialistas ouvidos pela reportagem reforçam que elefantes cativos frequentemente desenvolvem doenças psicológicas, como automutilação, e problemas físicos graves devido ao uso de correntes e dietas inadequadas. No santuário, cada animal conta com cuidados veterinários em tempo integral e uma dieta que pode superar os 150 kg de vegetação por dia.


Acompanhe nas Redes Sociais

O Santuário de Elefantes Brasil utiliza as redes sociais para manter o público informado sobre a rotina das elefantas e os processos de necropsia e transparência da instituição.

Confira a publicação oficial e o acompanhamento do trabalho no Instagram: Acesse aqui o perfil oficial do Santuário de Elefantes Brasil

Fontes utilizadas: Repórter Eco (TV Cultura), Mongabay Brasil. Imagem: Rana, 65 anos, moradora do SEB