MAIO VERMELHO: HEPATITES VIRAIS SÃO O PRINCIPAL FATOR DE RISCO PARA O CÂNCER DE FÍGADO

Campanha de conscientização alerta para a relação entre os vírus B e C e o aumento das neoplasias hepáticas, que podem ser evitadas com vacinação e diagnóstico precoce
0
56

O mês de maio ganha a cor vermelha para reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico das hepatites virais. O alerta é urgente: segundo a American Cancer Society, a incidência de câncer de fígado triplicou desde a década de 1980, e as hepatites B e C figuram como as causas mais comuns para o desenvolvimento desta neoplasia em todo o mundo.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a estimativa para o Brasil no triênio 2026-2028 é de aproximadamente 12.350 novos casos anuais da doença. Atualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 304 milhões de pessoas vivam com os vírus B ou C, que, além do câncer, podem causar cirrose hepática severa.

Prevenção e Tratamento pelo SUS

O oncologista Artur Rodrigues Ferreira, da Oncoclínicas, explica que a transmissão ocorre via relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de objetos perfurocortantes (como lâminas e alicates) ou de mãe para filho no parto.

“Como forma de prevenção, a vacina contra hepatite B é oferecida gratuitamente pelo SUS. Para o vírus C, embora não haja vacina, os tratamentos atuais possuem chances de cura de cerca de 90% e também estão disponíveis na rede pública”, afirma o especialista.

Sinais de Alerta e Fatores de Risco

O câncer de fígado é frequentemente silencioso em estágios iniciais. No entanto, o paciente deve buscar ajuda médica ao notar:

  • Emagrecimento sem causa aparente e perda de apetite;

  • Dor na parte superior do abdômen e inchaço abdominal;

  • Icterícia (pele e olhos amarelados);

  • Fezes claras (com aparência de giz).

Além das hepatites, outros fatores elevam o risco, como o consumo excessivo de álcool, diabetes, gordura no fígado (DHGNA) e doenças hereditárias como a hemocromatose.

Diagnóstico e Tipos de Neoplasia

O tipo mais frequente é o carcinoma hepatocelular, que atinge as células principais do órgão. O diagnóstico costuma ser feito por exames de sangue (marcador AFP) e exames de imagem como ultrassonografia e ressonância magnética. Em casos específicos, o médico pode indicar biópsia ou laparoscopia.

O tratamento é multidisciplinar e evoluiu significativamente, incluindo desde a remoção cirúrgica e transplante até imunoterapias e terapias-alvo, que oferecem maior precisão e qualidade de vida ao paciente.

Crédito: Da redação, com informações da Oncoclínicas.