MAIO VERMELHO: HEPATITES VIRAIS SÃO O PRINCIPAL FATOR DE RISCO PARA O CÂNCER DE FÍGADO

O mês de maio ganha a cor vermelha para reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico das hepatites virais. O alerta é urgente: segundo a American Cancer Society, a incidência de câncer de fígado triplicou desde a década de 1980, e as hepatites B e C figuram como as causas mais comuns para o desenvolvimento desta neoplasia em todo o mundo.
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a estimativa para o Brasil no triênio 2026-2028 é de aproximadamente 12.350 novos casos anuais da doença. Atualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 304 milhões de pessoas vivam com os vírus B ou C, que, além do câncer, podem causar cirrose hepática severa.
Prevenção e Tratamento pelo SUS
O oncologista Artur Rodrigues Ferreira, da Oncoclínicas, explica que a transmissão ocorre via relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de objetos perfurocortantes (como lâminas e alicates) ou de mãe para filho no parto.
“Como forma de prevenção, a vacina contra hepatite B é oferecida gratuitamente pelo SUS. Para o vírus C, embora não haja vacina, os tratamentos atuais possuem chances de cura de cerca de 90% e também estão disponíveis na rede pública”, afirma o especialista.
Sinais de Alerta e Fatores de Risco
O câncer de fígado é frequentemente silencioso em estágios iniciais. No entanto, o paciente deve buscar ajuda médica ao notar:
-
Emagrecimento sem causa aparente e perda de apetite;
-
Dor na parte superior do abdômen e inchaço abdominal;
-
Icterícia (pele e olhos amarelados);
-
Fezes claras (com aparência de giz).
Além das hepatites, outros fatores elevam o risco, como o consumo excessivo de álcool, diabetes, gordura no fígado (DHGNA) e doenças hereditárias como a hemocromatose.
Diagnóstico e Tipos de Neoplasia
O tipo mais frequente é o carcinoma hepatocelular, que atinge as células principais do órgão. O diagnóstico costuma ser feito por exames de sangue (marcador AFP) e exames de imagem como ultrassonografia e ressonância magnética. Em casos específicos, o médico pode indicar biópsia ou laparoscopia.
O tratamento é multidisciplinar e evoluiu significativamente, incluindo desde a remoção cirúrgica e transplante até imunoterapias e terapias-alvo, que oferecem maior precisão e qualidade de vida ao paciente.
Crédito: Da redação, com informações da Oncoclínicas.





