COLETA DE DNA DE PARENTES DE DESAPARECIDOS PARA AUXILIAR EM IDENTIFICAÇÕES CONTINUA ATIVA; DIVULGUE

Amostras genéticas são cruzadas com bancos de dados de pessoas vivas e falecidas sem identificação.
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O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em conjunto com as polícias científicas e os institutos de perícia federal e estaduais, deu início à 4ª Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. A iniciativa busca ampliar o banco de perfis genéticos para auxiliar na localização e identificação de pessoas cujo paradeiro segue desconhecido.

A ação intensiva vai até sexta-feira (28 de agosto) em 342 pontos de atendimento espalhados por todos os estados e pelo Distrito Federal — incluindo um posto na sede do ministério, em Brasília. Familiares que já forneceram material genético em edições anteriores não precisam refazer o procedimento.

Como funciona e quem pode doar

O exame é gratuito, rápido e indolor, realizado por meio de coleta de saliva com cotonete estéril (swab bucal) ou com uma pequena gota de sangue retirada da ponta do dedo.

A recomendação oficial é que a doação seja realizada prioritariamente por parentes de primeiro grau, seguindo a seguinte ordem de preferência:

  1. Pai e/ou mãe biológicos;

  2. Filhos biológicos acompanhados do outro genitor;

  3. Irmãos biológicos (filhos do mesmo pai e da mesma mãe).

Crianças e adolescentes também podem doar, desde que estejam acompanhados pelo responsável legal. Para o atendimento, o doador deve apresentar documento oficial com foto e, se possível, o Boletim de Ocorrência (BO) do desaparecimento ou dados do registro (número da ocorrência, delegacia e estado).

Cruzamento de dados e sigilo

O material genético é utilizado exclusivamente para fins de identificação humanitária e investigação de desaparecimentos. As amostras são inseridas na Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG) e comparadas continuamente com registros de pessoas não identificadas (vivas ou falecidas). Quando há confirmação de vínculo genético, a perícia emite um laudo oficial e a delegacia responsável comunica diretamente a família.

Embora o mutirão ocorra nesta semana, a doação de DNA pode ser realizada a qualquer momento do ano nos postos e institutos de perícia do país, independentemente de há quanto tempo o desaparecimento ocorreu.

Fontes: Agência Brasil, Ministério da Justiça e Segurança Pública.  Imagem Paulo Pinto (AB)