GATOS E ROJÕES NÃO COMBINAM. SAIBA COMO PROTEGER SEUS PETS

Animais domésticos, principalmente gatos, podem alterar seu comportamento rotineiro e até fugir de casa durante a queima de fogos. Época perigosa se aproxima; veja como proteger seu animal.
A audição dos gatos é muito mais potente que a dos cachorros – eles podem ouvir até 65 mil Hz e captar até o ultrassom.
A reação é o miado – ouve sons que o humano não capta. E é por isso que trovões assustam os bichanos antes da chuva cehgar.
Agora está chegando o pior período para os animais, tanto cachorros como gatos: as festas de Natal e final de ano, em que os humanos teimam em comemorar soltando verdadeiras bombas, de tão potentes. Neste ano, a situação se agrava, com a realização da Copa do Mundo, neste mês.
Em Cotia, existe uma lei proibindo fogos de artifício, mas o que se vê, por enquanto, é a desobediência total a qualquer restrição. A Secretaria de Comunicação da Prefeitura está articulando uma comissão para alertar os moradores sobre os malefícios dos rojões, mas ainda não chegou a uma conclusão definitiva.
Não só gatos e cachorros que são prejudicados.
Idosos acamados são submetidos a verdadeira tortura – para si e seus cuidadores – enquanto espocam os fogos, sem dó nem piedade.
Numa região cheia de pássaros, como é Cotia, os habitantes das matas, sejam pássaros, sejam pequenos macacos, sejam quatis ou répteis, são tremendamente impactados pelos disparos.
Voltemos ao animal doméstico mais sensível: os gatos.
Os sons dos fotos podem gerar estresse, mal-estar, confusão e alterações comportamentais.
Gatos e fogos: uma má combinação
Alguns comportamentos felinos denunciam o medo e a ansiedade associados ao barulho incômodo, como pupilas dilatadas, pelos eriçados e comportamento medroso ou agressivo – o animal procura se esconder e se entocar.
Outros comportamentos associados ao estresse são orelhas voltadas para trás ou para baixo, agitação, perda de noção espacial na casa, podendo evoluir até mesmo para sintomas mais graves, como cistite de estresse, falta de apetite e vômito ou diarreia por estresse. Respiração ofegante, boca aberta e língua para fora e aceleração dos batimentos cardíacos são outros sintomas de estresse.
Segundo a médica veterinária Paula Vasconcelos, nessa situação de extremo estresse os animais “podem sair correndo de casa e, nessa fuga, serem atropelados ou pegarem alguma doença. Também podem pular na casa de algum vizinho e serem envenenados ou maltratados, porque infelizmente existem pessoas maldosas”, acrescenta Paula Vasconcelos, médica-veterinária e mestre em etologia e bem-estar animal.
COMO ACALMAR GATO COM MEDO DE FOGOS
Não dá para ir atrás do humano entusiasmado a soltar fogos, já que lhe falta a consciência do mal causado e provavelmente causará um atrito nestes tempos de violência por nada.
Mas há algumas estratégias em casa para diminuir a intensidade do barulho, aumentar o conforto do bichano e ajudá-lo a se sentir seguro.
Uma dica, segundo Paula, é manter o gato em um ambiente com bom isolamento acústico e, se possível, tocar alguma música de baixa frequência.
“Existem algumas playlists específicas na internet que podem ajudar. O tutor também pode fazer um carinho, se ele permitir”, orienta.
É importante providenciar um espaço confortável para que ali o bicho se resguarde, como uma cama ou toca, e evitar outros componentes aversivos — como, por exemplo, deixá-lo em meio a muitas pessoas.
“O ideal seria a criação de um ‘porto seguro’ para o gato. Estruturar um esconderijo — como uma toca — onde ele tenha acesso livre e facilitado, com todos os seus itens básicos (caixa sanitária, água, comida, caminha), fazendo com que o som externo chegue abafado até esse local”, diz Camila.
Outra sugestão é manter o bicho em um quarto com janelas fechadas, se possível com coberta ou edredom na janela para abafar o som, com pouca luz, tocas e esconderijos (como caixas de papelão, caminhas) para se abrigarem e feromônio artificial felino ligado na tomada.
Vale também colocar um algodão nas orelhas para tentar abafar ainda mais o barulho externo.
Por fim, é importante reiterar que deve-se sempre manter portas e janelas fechadas. Além de abafar o som, isso servirá para garantir a segurança do animal, que, quando assustado, pode tentar fugir do barulho e acabar escapando da seguridade do lar.
(Com conteúdo de Vida de Bicho. Foto: papodebar)
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