
EDITORIAL
No dia em que a cidade comemora mais um ano de sua fundação, um misto de celebração e reflexão toma conta dos cidadãos. Enquanto alguns se reúnem em festividades que exaltam a cultura local, outros aproveitam a data para ressaltar os desafios que persistem dia após dia e que ainda precisam de soluções urgentes.
Um dos problemas mais alarmantes enfrentados pelo município – e que já deveria ter sido extirpado há tempos – é o acúmulo de lixo em diversas áreas; também há falta de um plano de drenagem eficiente, que consiga responder à crescente impermeabilização do solo cotiano e ao aumento de supressão de áreas verdes.
Os bueiros, que deveriam ser vitais para o escoamento das águas pluviais, estão entupidos por resíduos sólidos, o que não só causa alagamentos, mas também favorece a proliferação de doenças.
Além disso, o cenário de rios e córregos repletos de lixo é desolador, refletindo a falta de conscientização ambiental e uma gestão deficiente na coleta e destinação do lixo. Enquanto a cidade cresce, a infraestrutura urbana parece não acompanhar o ritmo, resultando em um cenário de poluição e descaso.
Outro ponto crítico é a escassez de saneamento básico.
Estima-se que uma parte significativa da população ainda não tem acesso à rede de esgoto, o que determina não apenas o bem-estar, mas a saúde da comunidade como um todo.
A relação entre a falta de saneamento e o surgimento de doenças é direta, tornando a situação ainda mais preocupante em tempos em que a saúde pública está em evidência. Muitas famílias ainda dependem de soluções improvisadas, expondo-se a riscos sanitários que poderiam ser facilmente evitados com investimentos em infraestrutura.
As ruas da cidade, além de estreitas, são mal conservadas.
Essa falta de planejamento urbano dificulta a mobilidade e provoca engarrafamentos constantes, tornando o tráfego um desafio diário. Com a crescente quantidade de veículos, o problema se torna ainda mais evidente, e a falta de espaço não permite a implantação de ciclovias ou calçadas adequadas para pedestres.
A situação exige um olhar mais atento dos gestores públicos, com propostas que considerem o aumento da fluidez do trânsito e o incentivo a meios de transporte mais sustentáveis. Urge elaborar, de uma vez não só o Plano Diretor e a Lei de Uso e Ocupação do Solo, mas também um Plano de Mobilidade Urbana.
O transporte público, por sua vez, é outra área que não atende às necessidades básicas da população.
Com horários irregulares e uma frota insuficiente, muitos usuários enfrentam longas esperas e superlotação. A carência de uma rede de transporte que conecte efetivamente as diferentes regiões da cidade prejudica, especialmente os trabalhadores que dependem desse meio para se deslocar. Investimentos nessa área são cruciais não apenas para a comodidade, mas para a promoção da inclusão social.
Por último, apesar dos muitos esforços que foram feitos nos últimos anos, o fato é que os serviços de saúde se torna um tema que não pode ser ignorado em um aniversário que deve celebrar a vida.
Neste aniversário, é fundamental que a comunidade não apenas celebre as conquistas, mas também cobre dos dirigentes a efetivação de políticas públicas que realmente conduzam a cidade a um futuro mais sustentável e digno para todos os seus habitantes. O caminho para a transformação passa, sem dúvida, pela atenção aos problemas que persistem e pela união de esforços que visem a melhoria da qualidade de vida na região. Somente assim o aniversário da cidade poderá ser comemorado com a satisfação plena de que todos estão caminhando juntos rumo a um desenvolvimento justo e igualitário.
(Da redação – Antonio Melo)
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