ANVISA APROVA NOVO TRATAMENTO PARA ALZHEIMER QUE PROMETE RETARDAR AVANÇO DA DOENÇA

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) oficializou a liberação do Leqembi, um novo medicamento voltado para o tratamento de pacientes diagnosticados na fase inicial da doença de Alzheimer. A decisão, que representa um marco para a medicina neurológica no país, foi publicada no Diário Oficial da União.
O remédio utiliza o anticorpo lecanemabe e tem como objetivo principal retardar o declínio cognitivo em pessoas que já apresentam sintomas de demência leve.
Como o medicamento funciona?
Diferente de tratamentos que apenas amenizam sintomas, o lecanemabe ataca uma das causas biológicas da doença: as placas beta-amiloides. O acúmulo dessas proteínas no cérebro é considerado uma das características fundamentais do Alzheimer, pois elas “sufocam” os neurônios e impedem a comunicação entre as células cerebrais.
O produto é administrado de forma injetável, por meio de solução para infusão (direto na veia), e deve ser acompanhado por rígido controle médico para monitorar possíveis efeitos colaterais.
Comprovação Científica
A eficácia do fármaco foi testada em um estudo robusto com 1.795 voluntários. Durante 18 meses, os pesquisadores utilizaram a escala de demência CDR-SB para medir a gravidade dos sintomas e o impacto na vida diária dos pacientes.
- Redução de sintomas: Pacientes tratados com o Leqembi apresentaram uma progressão da doença 27% menor em comparação aos que receberam placebo.
- Foco na fase inicial: O benefício foi mais evidente em pessoas com comprometimento cognitivo leve, onde a preservação da memória e da autonomia ainda é possível.
Previsão de Preço e Disponibilidade
Embora a Anvisa tenha dado o “sinal verde” para a segurança e eficácia, o medicamento ainda não tem um preço definido para venda no Brasil.
- Cálculo da CMED: O próximo passo obrigatório é a definição do preço máximo de venda pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Esse processo costuma levar de 3 a 6 meses.
- Custo Estimado: No mercado americano, o tratamento custa cerca de US$ 26.500 por ano (aproximadamente R$ 130 mil na conversão direta). Especialistas esperam que o valor no Brasil seja elevado, o que deve gerar discussões sobre a inclusão do remédio no SUS e nos planos de saúde.
- Chegada ao Mercado: A expectativa é que o medicamento esteja disponível em clínicas privadas e hospitais de referência até o segundo semestre de 2026.
(Da Redação com informações da Agência Brasil – Luiz Claudio Ferreira – Repórter – © Eisai/Divulgação)





