ANVISA INTERDITA COMERCIALIZAÇÃO DE SUPLEMENTOS E PRODUTOS NATURAIS POR RISCO À SAÚDE

Agência reguladora determina apreensão de itens com origem desconhecida, ingredientes proibidos e promessas falsas de cura.
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu uma série de resoluções nesta sexta-feira (16/1) proibindo a fabricação, comercialização, distribuição e o consumo de diversos suplementos e produtos ditos “naturais”. A medida foi tomada após a identificação de graves irregularidades, que incluem desde empresas “fantasmas” até o uso de substâncias sem segurança comprovada.

Empresas e Produtos sob Interdição

A fiscalização atingiu diretamente fabricantes que operavam fora das normas sanitárias vigentes. Confira os principais alvos da decisão:

  • Nykax Produtos Naturais (Mayko Nikolas dos Santos): Todos os produtos sob este CNPJ devem ser apreendidos. A Vigilância Sanitária de Curitiba não conseguiu localizar a empresa em seu endereço registrado, classificando a origem dos produtos como desconhecida.
  • Caralluma Fimbriata (Marcas Nutrisafe e Ita Ervas): Estes suplementos em cápsulas foram proibidos por conterem ingredientes não autorizados para suplementos alimentares e por utilizarem propaganda enganosa, prometendo benefícios à saúde sem qualquer comprovação científica. A empresa responsável pela marca Ita Ervas já havia encerrado suas atividades formalmente, operando de forma irregular.
  • Nano Prata Frequenciada (Bila Herrmann): O produto foi banido por ter composição não autorizada. A publicidade do item atribuía propriedades milagrosas e falsas, como a capacidade de destruir sistemas enzimáticos de vírus, vermes e bactérias.

Riscos e Falsas Promessas

De acordo com a Anvisa, o perigo reside na falta de garantia sobre a qualidade e a segurança desses itens. Muitos deles utilizam alegações terapêuticas funcionais para atrair consumidores, mas podem causar danos imprevisíveis ao organismo devido à presença de substâncias não testadas ou misturas desconhecidas.

“Produtos irregulares representam riscos severos, pois não passam pelos testes de eficácia e segurança exigidos pela legislação brasileira”, alerta o órgão.

Como Denunciar

A Anvisa recomenda que qualquer pessoa que tenha adquirido esses itens suspenda o uso imediatamente. Para denunciar a venda desses ou de outros produtos suspeitos, os cidadãos podem utilizar os canais oficiais:

  • Ouvidoria da Anvisa (via site oficial).
  • Central de Atendimento: 0800 642 9782.

As resoluções completas (RE 155, 156 e 157) foram publicadas no Diário Oficial da União e detalham todas as sanções aplicadas às empresas mencionadas, podendo ser conferidas nos seguintes links:

https://www.in.gov.br/web/dou/-/resolucao-re-n-156-de-15-de-janeiro-de-2026-681417034

https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/resolucao-re-n-157-de-15-de-janeiro-de-2026-681436499

https://www.in.gov.br/web/dou/-/resolucao-re-n-155-de-15-de-janeiro-de-2026-681417327

(Da redação, com informações de agenciagov.br – Imagem gerada por I.A.)