
Pesquisa comprova que, pelo olfato, cães podem sentir o estresse dos humanos; animais compartilham o mesmo nível de estresse dos tutores e ainda percebem quando os humanos estão apreensivos ou com medo.
Os odores emitidos pelo corpo dos seres humanos e animais liberam sinais químicos (quimiossinais) que servem como importantes ferramentas para a comunicação, principalmente dentro das espécies.
O olfato dos cães, por exemplo, fornece informações críticas, essenciais para que eles se proteja de possíveis predadores, encontre alimentos e parceiros para reprodução, e ainda, permita o reconhecimento de membros da família. Inclusive a humana.
Estudos anteriores já tinham comprovado que os cães compartilham o mesmo nível de estresse de seus donos.
E alguns experimentos sugeriram que eles teriam ainda a habilidade de sentir, pelo olfato, quando seres humanos demonstram sinais de apreensão e medo. Muitos já são usados para alertar quando seus tutores, diabéticos, apresentam uma queda no nível de açúcar no sangue.
Agora, um novo estudo dá um passo a frente, e prova, cientificamente, que o melhor amigo do homem podem realmente sentir, usando seu nariz, sinais de estresse através do suor e do hálito.
Quatro cães – Treo, Fingal, Soot e Winnie, e 36 pessoas participaram da pesquisa conduzida pelos cientistas britânicos da Queen’s University, em Belfast. Eles coletaram amostras de suor e da boca dos voluntários antes e depois de resolverem um problema de matemática difícil.
Os envolvidos no teste relataram ainda seus níveis de estresse antes e depois da tarefa e os pesquisadores usaram apenas amostras em que a pressão arterial e a frequência cardíaca da pessoa aumentaram.
Os cães foram então treinados a sentir o cheiro em diferentes recipientes e mostrar em qual deles havia sinais de estresse. Em 650 das 700 tentativas, os animais acertaram.
“A descoberta mostra que nós, como humanos, produzimos cheiros diferentes através do suor e da nossa boca quando estamos estressados e os cães podem distinguir isso – mesmo que seja alguém que eles não conhecem”, diz Clara Wilson, pesquisadora da Escola de Psicologia da Queen’s University e principal autora do estudo.
Ainda segundo ela, os cães não precisam de sinais visuais ou auditivos para captar o estresse humano. “Este é o primeiro estudo desse tipo e fornece evidências de que os cães podem sentir o cheiro do estresse apenas pela respiração e pelo suor, o que pode ser útil ao treinar cães de serviço ou de terapia”, acrescenta.
(ConexãoPlaneta – Suzana Camargo)
Um dos cães voluntários da pesquisa
(Foto: divulgação Queen’s University Belfast)
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