CARNAVAL: FOLIÃO DEVE SE PROTEGER PARA NÃO CAIR EM GOLPES DIGITAIS

Especialistas alertam para táticas de criminosos que vão de maquininhas adulteradas ao uso de QR Codes falsos durante os blocos
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Com milhões de foliões ganhando as ruas em todo o país, a diversão do Carnaval 2026 traz consigo um alerta necessário: o aumento das tentativas de golpes financeiros. Aproveitando-se da aglomeração e da distração típica da festa, criminosos têm aperfeiçoado métodos digitais para subtrair valores de vítimas desatentas.

De acordo com João Brasio, especialista em segurança digital e CEO da Elytron CyberSecurity, a atenção redobrada é a principal ferramenta de defesa. “Os criminosos estão aperfeiçoando cada vez mais os golpes nos meios digitais, inclusive com o uso de Inteligência Artificial, mas muitas pessoas ainda caem em táticas já conhecidas”, afirma.

Os golpes mais frequentes na folia

Entre as estratégias mais comuns aplicadas por falsos ambulantes estão:

  • Maquininhas Adulteradas: O visor do aparelho é propositalmente danificado para impedir a conferência do valor. O cliente acredita estar pagando uma quantia, mas o débito real é muito superior.

  • Troca de Cartão: Após observar a senha digitada, o golpista devolve ao folião um cartão semelhante, mas pertencente a outra pessoa, utilizando o cartão original para saques e compras imediatas.

  • Pagamentos via PIX: O uso de QR Codes falsos direciona o dinheiro para contas de laranjas. É fundamental conferir os dados do destinatário antes de confirmar a transação.

  • Aproximação em Aglomerações: Criminosos aproximam máquinas de pagamento de bolsas e bolsos em locais lotados para efetuar cobranças indevidas em cartões com a função contactless ativa.

Guia de sobrevivência digital

Para evitar prejuízos, especialistas recomendam medidas práticas de prevenção que podem ser configuradas rapidamente no celular:

  1. Desative o pagamento por aproximação: Esta é a recomendação principal para quem vai enfrentar grandes aglomerações.

  2. Limite valores: Reduza o teto máximo para transferências via PIX e pagamentos diários nos aplicativos bancários.

  3. Alertas em tempo real: Mantenha as notificações do banco ativadas para identificar qualquer gasto suspeito no ato.

  4. Conectividade restrita: Desabilite o Wi-Fi e o Bluetooth quando não estiverem em uso para evitar invasões remotas.

  5. Anote o IMEI: Digite *#06# no seu celular e guarde o número. Em caso de roubo, essa numeração é essencial para que a operadora bloqueie o aparelho definitivamente.

(Da redação, com informações da Elytron CyberSecurity. Imagem gerada por I.A.)