
Em sessão conjunta, deputados e senadores revertem vetos do presidente às leis Aldir Blanc 2 e Paulo Gustavo, que entrarão em vigor. Juntas, elas somam repasses iniciais de R$ 6,8 bilhões para o financiamento cultural.
Com bastante frequência, o Cotiatododia publica eventos de projetos de autoria de cotianos, com incentivo de leis de incentivo à cultura, como a Lei Rouanet ou Lei Aldir Blanc. São instrumentos que realmente possibilitam capacitar os artistas do município a desenvolver projetos envolvendo a comunidade e revelando novos talentos.
Se não existe incentivo, ainda que pouco, a cultura dos municípios sofre. Afinal, entre incentivar a cultura e fazer investimentos em infraestrutura ou ações sociais relevantes, os municípios preferem ficar com as segunda e terceira opções.
Para este ano, no entanto, o presidente da república decidiu vetar a lei Aldir Blanc2 e Lei Paulo Gustavo, ambas criadas para o fomento à cultura no período pós-pandemia.
Mas, graças a um acordo entre líderes partidários e o governo e pressão de atores e produtores culturais, o Congresso derrubou os vetos em sessão de ontem, 6 de julho.
Agora, os textos serão promulgados pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e serão transformados em leis, independentemente da vontade presidencial.
Juntas, as duas propostas somam repasses iniciais de R$ 6,8 bilhões.
Na presença de artistas, empresários, produtores e secretários de Cultura, os deputados derrubaram o veto relativo à Lei Aldir Blanc 2 por 414 votos a 39, além de duas abstenções. Entre os senadores, o placar foi unânime: 69 a 0.
O veto de Bolsonaro à Lei Paulo Gustavo também foi derrubado por todos os 66 senadores que votaram. Já na Câmara, o placar foi de 356 votos a 36.
Era necessária a maioria absoluta dos votos para que a decisão do presidente fosse revertida, ou seja, 257 votos de deputados e 41 de senadores. O partido Novo foi o único a orientar contra a derrubada do veto presidencial.
AS LEIS
A Lei Aldir Blanc 2 prevê o incentivo de R$ 3 bilhões por ano ao setor cultural. O dinheiro será repassado a estados e municípios para financiar 17 ações e atividades. Entre elas, exposições, festivais, festas populares, feiras e espetáculos, prêmios, cursos, concessão de bolsas de estudo e realização de intercâmbio cultural.
O dinheiro também poderá ser usado para aquisição de obras de arte, preservação, organização, digitalização do patrimônio cultural, construção ou reforma de museus, bibliotecas, centros culturais e teatros, aquisição de imóveis tombados para instalação de equipamentos culturais e manutenção de companhias e orquestras.
O nome é uma homenagem ao compositor Aldir Blanc Mendes, que morreu em maio de 2020, aos 73 anos, em decorrência da covid-19. A lei foi aprovada no Senado em março deste ano.
Já a Lei Paulo Gustavo tem caráter emergencial e autoriza o repasse de cerca de R$ 3,8 bilhões em recursos federais a estados e municípios para o fomento de atividades e produtos culturais, como forma de ajudar o setor cultural a se recuperar da crise causada pela pandemia.
Do total a ser liberado, R$ 2,797 bilhões devem ir para o setor de audiovisual. O restante (R$ 1,065 bilhão) será dividido entre outras atividades culturais.
O nome homenageia o ator e humorista Paulo Gustavo, que morreu em maio de 2021, aos 42 anos, também vítima da covid-19. A proposta, de autoria do senador Paulo Rocha (PT-PA), havia sido aprovada pelo Senado também em março.
“Nação nenhuma se desenvolve sem cultura”
Parlamentares presentes na votação frisaram a importância da arte e da cultura para o desenvolvimento da sociedade e para a economia brasileira, com a geração de empregos e o recolhimento de tributos, por exemplo.
Artistas como Vera Fischer, Letícia Spiller, Johnny Massaro e Babu Santana também estiveram em Brasília para pressionar pela derrubada dos vetos.
“Estamos aqui pelo reconhecimento de que, sem o compromisso político com o direito à cultura e à arte, o nosso povo está em risco“, afirmou a atriz Vera Fischer na segunda-feira, em evento da Comissão de Cultura, citada pelo jornal Folha de S. Paulo.
(Agência Senado)
Parlamentares comemoram derrubada dos vetos, que exigiu maioria absoluta dos deputados e senadoresFoto: Pedro Gontijo/Senado Federal
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