DOENÇAS SILENCIOSAS PODEM LEVAR À PERDA DA VISÃO DE FORMA IRREVERSÍVEL

A perda da visão, seja ela total ou parcial, avança muitas vezes de forma imperceptível nas fases iniciais. Esse comportamento “silencioso” das doenças oculares dificulta o diagnóstico precoce e compromete severamente as chances de um tratamento eficaz. Para combater essa realidade, a campanha Abril Marrom promove a conscientização sobre a prevenção da cegueira e a importância do acompanhamento regular.
De acordo com a Dra. Mylene Leal Matsuhara, oftalmologista do Instituto de Olhos de Belo Horizonte (IOBH), é fundamental distinguir a cegueira da baixa visão. Enquanto a primeira é a ausência de percepção luminosa, a baixa visão ocorre quando o paciente mantém uma limitação visual mesmo após tratamentos. “Nesses casos, trabalhamos para transformar essa visão residual em uma funcional, com foco em qualidade de vida”, explica a médica.
O PERIGO DAS DOENÇAS IRREVERSÍVEIS
Entre as condições mais graves que podem levar à perda visual definitiva estão o glaucoma, a retinopatia diabética e a degeneração macular relacionada à idade (DMRI). O grande desafio é que muitas dessas doenças não apresentam sintomas claros no início.
“Principalmente o glaucoma de ângulo aberto é uma doença muito insidiosa. A perda visual acontece de forma gradual, e o paciente não percebe até que o comprometimento já seja importante”, alerta a Dra. Mylene.
PREVENÇÃO E MITOS
Diferente do que se acredita, não existe um único exame “mágico”. A prevenção real acontece na consulta oftalmológica completa, que inclui:
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Refração: para verificar necessidade de óculos;
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Tonometria: medição da pressão ocular;
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Fundoscopia: exame de fundo de olho para avaliar a retina;
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Biomicroscopia: análise detalhada das estruturas oculares.
A especialista também esclarece que ler demais não prejudica os olhos, mas reforça que o uso excessivo de telas (especialmente por crianças), a falta de óculos de sol com proteção UV e o descontrole de doenças como diabetes e hipertensão são fatores de risco reais.
REABILITAÇÃO E AUTONOMIA
Mesmo quando a perda visual já está instalada, a medicina oferece caminhos para a independência. Através da reabilitação visual — que utiliza recursos como lupas, dispositivos eletrônicos e treinamentos específicos — é possível transformar a visão restante em funcional, garantindo que o paciente mantenha sua autonomia e inclusão social.
A mensagem central do Abril Marrom é o imediatismo: o cuidado com os olhos não deve ser adiado. O diagnóstico precoce ainda é a melhor ferramenta para garantir que o mundo continue ao alcance dos olhos.
Fontes: Instituto de Olhos de Belo Horizonte (IOBH) – magem Foto: Imagem de pvproductions no Freepik



