FILHOTE DE ONÇA RESGATADA DE INCÊNDIO SERÁ DEVOLVIDO À NATUREZA

Apoena, filho da onça Amanaci, está sendo preparado para soltura no Pantanal. Sua mãe, Amanaci é símbolo dos incêndios florestais; foi resgatada com as patas queimadas no incêndio de 2020 do Pantanal e não pode mais viver no seu habitat.
Apoena completou sete meses. Já deixou de mamar e tem demonstrado um comportamento fundamental para onças-pintadas que vivem na natureza: é muito brabo.
Esse jovem macho, à direita na foto, é filho de um animal que se tornou um símbolo dos incêndios florestais que destruíram o Pantanal em 2020. Sua mãe, Amanaci, foi resgatada com as patas queimadas e apesar do tratamento que recebeu, nunca mais poderá voltar à vida selvagem.
Amanaci foi tratada pela equipe do Instituto Nex No Extinction, em Corumbá do Goiás, entidade que acolhe e cuida de felinos resgatados. Desde que recebeu alta, a onça vive lá.
Em dezembro de 2021 a fêmea recebeu uma visita muito especial, o macho Guarani. A intenção é que ocorresse um acasalamento e Amanaci pudesse gerar filhotes. A estratégia deu certo e em março deste ano nascia Apoena.
Alguns meses após o nascimento, mãe e filhote foram transferidos para um recinto de 500 m2, com um lago grande, gruta, troncos e no meio de uma mata. Lá, cuidadores mantiveram distância dos dois, para que Apoena não se acostumasse com a presença humana, um fator importante para garantir sua soltura futura no Pantanal.
E daqui a dois ou três meses, virá o momento em que Amanaci e Apoena serão separados.
“Apoena será levado para um recinto de 1000 m2 do Onçafari, parceiro que participa da última fase de soltura, no Pantanal”, conta Daniela Gianni, coordenadora de projetos e atividades do NEX. “Nesse novo recinto, ele já aprenderá como caçar presas sozinho”.
O Onçafari foi o responsável por fazer a primeira reintrodução no mundo de uma onça-pintada na vida selvagem. Na verdade, duas, as irmãs Fera e Isa, que ficaram órfãs após a morte da mãe.
A equipe do NEX sabe que, para ela, o momento da despedida entre Amanaci e Apoena não será fácil, mas tem certeza que esse é o caminho certo a ser trilhado.
“A cada dia que passa, a liberdade se aproxima e esse é o melhor do nosso trabalho. Muita gente nos diz que não deveríamos soltá-lo [Apoena], pois o mundo está perigoso e, a natureza já não é mais a mesma. É verdade… Mas, temos o nosso propósito nesse mundo muito bem definido. Ninguém tem o direito de prender um animal que nasceu para ser livre e que possui total condições para isso, mesmo que seja perigoso para ele. Apoena, assim como todos os outros Seres, nasceu com uma função e devemos permitir que ele a cumpra”, afirmou o NEX em suas redes sociais. (Suzana Camargo – conexãoplaneta.com.br )
Amanaci, à esquerda, ao lado de Apoena, que está com sete meses
Fotos: cedidas gentilmente pelo Instituto Nex No Extinction
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