GOVERNO PEDE AO CADE PARA INVESTIGAR AUMENTO DOS COMBUSTÍVEIS

GOVERNO PEDE AO CADE PARA INVESTIGAR AUMENTO DOS COMBUSTÍVEIS
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A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça, formalizou nesta terça-feira (10) um pedido ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para que investigue o recente aumento nos preços dos combustíveis. A medida foca em postos da Bahia, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal.

O órgão federal enfatiza que qualquer aumento verificado nas bombas não foi autorizado pelo Governo Federal ou pela Petrobras, uma vez que a estatal não anunciou novos reajustes em suas refinarias. A alta está sendo praticada diretamente pelas distribuidoras, sob a justificativa da instabilidade no preço internacional do petróleo devido a conflitos no Oriente Médio.

Práticas sob suspeita

A investigação do Cade terá como objetivo avaliar se as distribuidoras estão adotando condutas comerciais uniformes ou combinadas para prejudicar a livre concorrência. A denúncia partiu de sindicatos do setor, que relatam pressão das companhias distribuidoras sobre os postos de combustíveis.

Segundo o Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo), a investigação é crucial para esclarecer que a culpa não é do dono do posto. “O revendedor não aumentou porque quis, ele aumentou porque o preço subiu para ele também”, afirmou José Alberto Gouveia, presidente da entidade.

Alerta de desabastecimento

Em Minas Gerais, o sindicato local (Minaspetro) alertou que as companhias estão restringindo vendas e praticando preços exorbitantes. Há relatos de postos que já ficaram sem estoque. Enquanto as distribuidoras alegam que a defasagem no preço da gasolina já chega a quase R$ 1,00 em relação ao mercado externo, o Governo mantém que não houve autorização oficial para o repasse desses valores ao consumidor final no momento.

Da redação, com informações de Agência Brasil, Senacon e Sindicatos do Setor (SindiCombustíveis, Sindipostos RN, Minaspetro e Sincopetro. Imagem Marcelo Casall Jr – Ag. Brasil)