
Único escritor lusófono reconhecido com o Prêmio Nobel de Literatura, o português José Saramago completaria 100 anos no dia 16de novembro. Prolífico, Saramago deixou obras famosas e polêmicas, como “O Evangelho Segundo Jesus Cristo” e outros.
A Folha de S. Paulo publicou, no aniversário do escritor português José Saramago, uma relação de dez livros essenciais e principais do autor, todas publicadas quando ele já tinha ao menos 58 anos.
Nessa data que seu reconhecimento ocorreu, como grande autor que é.
A matéria é assinada por Walter Porto e foi publicada na edição do dia 4/11 da Folha. Confira a seguir os dez livros essenciais para conhecer a obras de Saramago:
Levantado do Chão (1980)
A história da insurgência de camponeses em Portugal inaugurou o estilo literário pelo qual Saramago ficou conhecido
Memorial do Convento (1982)
O autor mergulha nos conflitos políticos e religiosos da história portuguesa ao contar a construção do Palácio de Mafra no século 18
O ano da Morte de Ricardo Reis (1984)
O heterônimo de Fernando Pessoa não só protagoniza o romance como interage com o próprio poeta, cuja morte dispara a narrativa
A Jangada de Pedra (1986)
Saramago tece uma crítica à União Europeia ao imaginar a península Ibérica se desgarrando do continente em direção ao mar
História do Cerco de Lisboa (1989)
O português mexe com delicadeza na história nacional ao criar um revisor que altera sutilmente um documento antigo
O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991)
O livro gerou a maior polêmica da carreira do escritor que, ateu, irritou religiosos ao pintar Deus como um vilão vaidoso.
Ensaio sobre a Cegueira (1995)
O romance mais famoso de Saramago, que imagina um mundo em que todos ficam inexplicavelmente cegos exceto a protagonista. Ganhou uma adaptação para o cinema pelas mãos do diretor Fernando Meirelles
Todos os Nomes (1997)
Um elogio ao burocrata, no qual o escriturário José faz um catálogo cada vez maior da humanidade e se obceca por uma mulher comum
As Intermitências da Morte (2005)
Fábula em que a Morte ganha vida e decide cruzar os braços, sem levar mais ninguém ao túmulo
Caim (2009)
Em sua despedida dos livros, Saramago dá mais ferroadas na Igreja ao narrar a história do assassino mais famoso da Bíblia
O escritor José Saramago em fotografia do álbum biográfico ‘Saramago – Os Seus Nomes’, da Companhia das Letras – Fundação José Saramago
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