PRESERVAÇÃO DE ÁREAS NATURAIS É CHAVE PARA EVITAR ENCHENTES E MITIGAR IMPACTOS CLIMÁTICOS EM COTIA E REGIÃO

A conservação de remanescentes florestais e do solo é uma das ferramentas mais eficientes na contenção de desastres urbanos decorrentes de temporais severos. Uma pesquisa conduzida pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), por meio do projeto Observatório Climático do Alto Iguaçu, comprovou que áreas verdes estruturadas têm alto potencial de amortecer enxurradas, alimentar lençóis freáticos e reter carbono na atmosfera.
Embora o estudo tenha tomado como campo empírico 6,2 mil hectares na Região Metropolitana de Curitiba — mapeando a retenção de bilhões de metros cúbicos de água da chuva —, os dados e a metodologia científica acendem um alerta direto para a Região Metropolitana de São Paulo, em especial para municípios como Cotia e vizinhos da bacia do Alto Cotia e Alto Tietê.
TRANSPOSIÇÃO PARA A REALIDADE DE COTIA
Em Cotia, o relevo acidentado somado aos remanescentes de Mata Atlântica (presentes em Caucaia do Alto, Granja Viana e nas imediações da Reserva Florestal do Morro Grande) cumpre rigorosamente as mesmas funções ecológicas apontadas pelo estudo paranaense:
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Controle de cheias e deslizamentos: Encostas florestadas e vegetação nativa diminuem a velocidade do escoamento superficial da água. Em áreas com intensa impermeabilização e cortes de taludes sem controle, o volume d’água desce rapidamente para as calhas de rios e córregos, provocando inundações e escorregamentos de terra.
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Segurança hídrica metropolitana: A preservação dos mananciais e do solo florestal em Cotia é vital para a infiltração de água e recarga dos aquíferos que abastecem o Sistema Alto Cotia, responsável pelo suprimento de água tratada para centenas de milhares de habitantes da zona oeste metropolitana.
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Estoque de carbono e microclima: Grandes fragmentos florestais preservados no município atuam como reguladores térmicos naturais, atenuando as ilhas de calor e estocando milhares de toneladas de carbono, o que reduz o impacto das mudanças do clima a nível local.
O levantamento reforça que o planejamento urbano municipal deve priorizar soluções baseadas na natureza, preservando faixas de drenagem natural e evitando o desmatamento predatório para loteamentos, medida essencial para resguardar vidas e a infraestrutura urbana em períodos de chuvas torrenciais.
Fontes: SPVS, Observatório Climático do Alto Iguaçu, ((o)) eco, Sabesp. Imagem criada por I.A.


