PROCON-SP ALERTA PARA SOBRE PREÇOS E USO DE DADOS PESSOAIS NA COMPRA DE MEDICAMENTOS

Cerca de 86% dos consumidores não sabe para que são utilizados seus dados pessoais; pesquisa demonstrou que a pesquisa é importante, porque há remédios com 2000% de diferença de preço, com os mesmos componentes
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O Procon-SP acendeu um sinal de alerta sobre a frequência com que farmácias e drogarias solicitam dados pessoais dos consumidores, como o CPF, e a falta de transparência no uso dessas informações. Uma pesquisa recente da entidade revelou que 86% dos clientes não sabem como seus dados são utilizados pelos estabelecimentos.

O levantamento, realizado entre maio e junho deste ano com 1.378 participantes, buscou entender a percepção dos consumidores na compra de medicamentos. Além da questão dos dados pessoais, a pesquisa abordou temas como frequência de compra, canais de aquisição (lojas físicas ou digitais), influência da publicidade, riscos da automedicação e o conhecimento sobre o Preço Máximo ao Consumidor (PMC).

Desconhecimento Preocupa: Apenas 14% Sabem o Que Acontece com Seus Dados

Um dos pontos mais críticos levantados pela pesquisa é o alto nível de desconhecimento sobre o uso de dados pessoais. Apenas 14% dos entrevistados afirmaram ter pleno conhecimento sobre como as farmácias utilizam suas informações.

Por Que o CPF é Tão Pedido? A Necessidade de Transparência

De acordo com o Procon-SP, a justificativa das farmácias para a solicitação do CPF se limita, muitas vezes, à concessão de descontos. No entanto, o órgão ressalta que é fundamental que os estabelecimentos aprimorem a forma de explicar como os dados dos clientes são usados, tratados e salvos.

A instituição exige que as farmácias informem claramente se os dados são compartilhados com laboratórios, convênios médicos ou redes hospitalares, e se há monetização decorrente desses compartilhamentos. Tais esclarecimentos são exigências da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que garante o direito do consumidor à informação. O Procon reforça que os clientes devem e podem pedir esses esclarecimentos sempre que seus dados forem solicitados.

Preço de Medicamentos: Outro Ponto de Desinformação

A pesquisa também revelou uma lacuna no conhecimento da população sobre o tabelamento de preços de medicamentos, definido pela Anvisa. Os dados são alarmantes:

  • 74,8% dos consumidores não sabiam que a maioria dos medicamentos possui um preço máximo regulado.
  • Mesmo entre os que conhecem o PMC, 24,8% não sabem como consultar a tabela oficial.
  • 40,5% avaliam que o consumidor não tem informações suficientes para fazer boas escolhas na hora de comprar medicamentos.

Pesquisa de Preços do Procon-SP: Diferenças Expressivas à Vista

Para auxiliar os consumidores, o Procon-SP divulgará nesta terça-feira, 1º de julho, uma pesquisa comparativa de preços de 72 medicamentos, coletados em farmácias físicas na capital paulista, e de 67 medicamentos em lojas online.

A entidade já adiantou que as diferenças de preços médios de genéricos variam em mais de 13% entre compras online e em lojas físicas. Além disso, foram identificadas variações de mais de 2.000% nos valores de um mesmo produto com a mesma dosagem, evidenciando a importância da pesquisa antes da compra.

(Da redação. Fonte: Procon-SP. Imagem Shuterstock)