RIO DE JANEIRO LIBERA VENDA DE SPRAY DE PIMENTA EM FARMÁCIAS PARA AUTODEFESA FEMININA

Nova lei sancionada pelo governador Cláudio Castro restringe a comercialização a mulheres maiores de 18 anos e impõe limites técnicos ao produto para diferenciá-lo do uso policial
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O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), sancionou nesta quarta-feira (26) a Lei 11.025/2025, que autoriza e regulamenta a venda de sprays à base de extratos vegetais — popularmente conhecidos como spray de pimenta — no estado. A medida visa ampliar os mecanismos de autodefesa não letal, sendo de uso exclusivo para mulheres.

Com a nova legislação, o produto deixa de ser restrito, mas passa a obedecer a regras rigorosas de comercialização e porte.

Regras para compra e porte

A venda do dispositivo será realizada exclusivamente em farmácias, sendo proibida sua oferta em outros tipos de comércio. Para adquirir o spray, é necessário:

  • Ser mulher e maior de 18 anos;
  • Apresentar documento oficial com foto;
  • Respeitar o limite de compra de até duas unidades por mês.

Não será exigida receita médica. Já para adolescentes entre 16 e 17 anos, o porte do spray será permitido, desde que haja uma autorização formal assinada pelos responsáveis legais.

Diferenciação do uso policial

Para evitar que o dispositivo civil seja confundido com o equipamento utilizado pelas forças de segurança, a lei impõe especificações técnicas claras para os produtos vendidos no varejo:

  • Concentração: Máximo de 20% de extratos vegetais;
  • Tamanho: Embalagem de até 70 gramas.

Produtos com volumes acima de 50 ml ou fórmulas mais potentes permanecem de uso exclusivo das forças policiais e das Forças Armadas.

Apoio a vítimas de violência

A lei traz ainda um dispositivo de assistência social: o governo estadual fornecerá o spray gratuitamente para mulheres que estejam sob medidas protetivas em decorrência de violência doméstica. Nesses casos, a legislação prevê que o agressor deverá ressarcir o Estado pelos custos do equipamento cedido à vítima.

Origem da medida

A proposta é de autoria dos deputados Sarah Poncio (Solidariedade), Rodrigo Amorim (União) e outros parlamentares. O objetivo é oferecer uma resposta imediata de proteção para mulheres em situação de risco enquanto aguardam socorro policial. Anteriormente, dispositivos similares eram vendidos na internet sem controle de idade ou finalidade; agora, o Rio de Janeiro passa a normatizar a distribuição e o porte legal deste instrumento de defesa.

(Da redação, com informações do Governo do RJ. Imagem criada por I.A.)