SAIBA QUAIS SÃO AS NOVAS LEIS QUE AMPLIAM A PROTEÇÃO ÀS MULHERES

Medidas incluem monitoração eletrônica de agressores, tipificação do vicaricídio e criação de data nacional voltada às mulheres indígenas
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quinta-feira (9), três importantes projetos de lei que fortalecem a rede de enfrentamento à violência contra a mulher no Brasil. As novas legislações buscam aumentar a eficácia das medidas protetivas e punir com rigor modalidades de crime que visam o abalo psicológico da vítima por meio de terceiros.

MONITORAÇÃO ELETRÔNICA DE AGRESSORES

A LEI Nº 15.380, DE 6 DE ABRIL DE 2026 – LEI Nº 15.380, DE 6 DE ABRIL DE 2026 – DOU – Imprensa Nacional altera a Lei Maria da Penha para tornar a monitoração eletrônica do agressor uma medida protetiva autônoma. Antes, o monitoramento era apenas uma opção facultativa. Agora, a vítima também poderá utilizar um dispositivo de segurança que emite um alerta imediato caso o agressor desrespeite a distância mínima de aproximação. O objetivo é aumentar o controle sobre as ordens judiciais e reduzir o tempo de resposta policial em situações de risco.

TIPIFICAÇÃO DO CRIME DE VICARICÍDIO

Através da Lei nº 11.340 foi incluída a violência vicária no rol de violências domésticas. Esta prática ocorre quando o agressor ataca pessoas próximas à mulher — como filhos ou pais — para causar sofrimento psicológico à vítima. A lei tipifica o homicídio vicário no Código Penal, com penas de 20 a 40 anos de reclusão, podendo ser ampliada se cometida na presença da mulher ou contra vulneráveis.

“Matar descendente, ascendente, dependente, enteado ou pessoa sob guarda ou responsabilidade direta da mulher, com o fim específico de causar sofrimento, punição ou controle, no contexto de violência doméstica e familiar”.

PROTEÇÃO ÀS MULHERES INDÍGENAS

Por fim, a Lei nº 15.124/2026 institui o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres Indígenas, celebrado em 5 de setembro. A iniciativa visa dar visibilidade estratégica e formular políticas públicas específicas para as mulheres de comunidades tradicionais.

Crédito: Da redação, com informações da Ag. Brasil. Foto: Joédson Alves / Agência Brasil