TARIFA DE ÁGUA TERÁ REAJUSTE DE 6,11% A PARTIR DE JANEIRO, INFORMA GOVERNO ESTADUAL

Segundo o Governo de SP e a Arsesp, aumento repõe apenas a inflação e não representa ganho real; nova tarifa é 15% menor do que a estimada para o modelo estatal
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A conta de água da Sabesp sofrerá um reajuste de 6,11% a partir do dia 1° de janeiro de 2026. A definição foi publicada pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) nesta segunda-feira (1°). Segundo o governo Tarcísio de Freitas (Republicanos), o índice corresponde apenas à correção da inflação oficial (IPCA) acumulada nos últimos 16 meses, período utilizado como referência desde o início do novo contrato de concessão.

Na prática, isso significa que não houve aumento real na tarifa. Para exemplificar o impacto no bolso do consumidor: em uma conta residencial com consumo entre 11m³ e 20m³, o custo de mil litros de água passará de R$ 6,01 para R$ 6,40.

Comparativo com o modelo estatal

O governo estadual enfatiza que, embora haja reajuste, o valor ficou abaixo do que seria praticado se a empresa não tivesse sido privatizada. A tarifa de referência calculada pela agência reguladora para esta revisão ficou 15% menor do que a estimada para uma Sabesp sob gestão estatal.

Esta é a primeira vez que a Arsesp delibera sobre as tarifas desde a desestatização. O processo adota o modelo regulatório backward looking, uma inovação que considera na tarifa apenas os investimentos já realizados e comprovados, garantindo que a concessionária seja remunerada apenas pelas melhorias efetivamente entregues.

Investimentos e Universalização

Desde julho de 2024, a Sabesp investiu cerca de R$ 15 bilhões na ampliação e melhoria da infraestrutura de saneamento, o que representa um aumento de 151% em relação ao aplicado no mesmo período do ano anterior.

O novo contrato de concessão prevê investimentos totais na ordem de R$ 70 bilhões. O objetivo é antecipar a universalização do saneamento — incluindo áreas rurais e núcleos informais — para 2029, quatro anos antes do prazo estipulado pelo Novo Marco Legal do Saneamento. Até outubro, mais de 600 mil novos domicílios receberam água potável e mais de 730 mil foram conectados à rede de esgoto.

Da redação, com informações e imagem da Ag. SP