NOVO CORREDOR LOGÍSTICO DESAFOGARÁ A CASTELLO BRANCO E IMPACTARÁ A RAPOSO TAVARES

Concessão do Lote Paranapanema visa aliviar trânsito de cargas, mas gera preocupação com gargalos na Grande São Paulo
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Com a concessão do Lote Paranapanema, o governo de São Paulo avança na criação de um novo e robusto corredor logístico que tem como objetivo aliviar o tráfego pesado da Rodovia Castello Branco (SP-280).

A iniciativa, que integra os projetos já concedidos Nova Raposo e Rota Sorocabana, transforma a Rodovia Raposo Tavares (SP-270) em uma via totalmente duplicada e qualificada, conectando o interior paulista ao Porto de Santos.

A expectativa é que a SP-270 se torne uma alternativa competitiva e estratégica para o escoamento da produção do agronegócio, distribuindo o fluxo de veículos de maneira mais eficiente e reduzindo os gargalos logísticos. Atualmente, a Castello Branco, especialmente no trecho de Barueri, sofre com a sobrecarga de caminhões.

Início e Término do Corredor

O novo corredor logístico se inicia no trecho conhecido como Nova Raposo, que liga a capital a Cotia até o km 34. A partir daí, a SP-270 se estende até a região de Ourinhos e Itapetininga, no interior do estado. A obra de duplicação total da rodovia nesse trecho garantirá um fluxo contínuo e mais seguro para os veículos de carga, oferecendo aos transportadores uma nova e eficiente rota para chegar ao porto.

Impacto e Melhorias

O projeto prevê um investimento privado de R$ 5,8 bilhões em um contrato de 30 anos. Além da duplicação de 147 km de rodovias, o pacote de intervenções inclui a construção de passarelas, paradas de ônibus, acostamentos e vias marginais, além de dispositivos em desnível e em nível. Também haverá a implantação de iluminação LED, monitoramento por câmeras, painéis de mensagens variáveis, e postos de pesagem.

Um dos grandes diferenciais é a implantação do sistema Siga Fácil, que substitui as praças de pedágio por pórticos eletrônicos, permitindo uma cobrança proporcional à distância percorrida. Essa tecnologia, que já está sendo implementada em outros projetos de concessão, como o Novo Litoral Paulista e a Rota Sorocabana, trará mais fluidez e segurança, eliminando as filas e, consequentemente, diminuindo as emissões de CO₂ e os acidentes.

O Gargalo de Cotia (Km 21 ao 40) e o Impacto Local

Enquanto o projeto geral visa desafogar a Rodovia Castello Branco, o impacto local na região de Cotia, especialmente no trecho entre o km 21 e o km 40, é um ponto de atenção. Essa área já é conhecida por seus intensos gargalos e condições de tráfego difíceis, que afetam até mesmo veículos leves, com velocidades médias caindo para 17 km/h em horários de pico. A preocupação de moradores e motoristas é que o acréscimo de caminhões a este trecho sobrecarregue ainda mais a via.

Para mitigar esse problema, o projeto Nova Raposo prevê a criação de vias marginais contínuas, que serão exclusivas para o tráfego local.

O objetivo é segregar o fluxo, separando os veículos de longa distância, como os caminhões que vêm do interior, do trânsito urbano. Isso deve trazer mais fluidez à pista expressa e segurança para quem circula nas marginais, acessando bairros e comércios.

Embora o número exato de caminhões que passará a trafegar pela nova ligação não tenha sido divulgado, a meta é que a nova infraestrutura absorva e organize esse fluxo, evitando que o trânsito pesado piore a situação do já congestionado trecho. A duplicação completa da via e as melhorias de engenharia são a aposta do governo para que o novo corredor, ao invés de piorar, ajude a melhorar as condições de tráfego na região.

(Da redação, com informações da Ag.SP)