CRESCIMENTO DE MORTES DE MOTOCICLISTAS EM RODOVIAS AFETA COTIA E OUTRAS 46 CIDADES DE SP

Dados do Detran-SP, obtidos de matérias do jornal O Estado de S. Paulo e da Folha de S.Paulo, apontam que a cidade está na lista de municípios com tendência de aumento de óbitos de motociclistas. A alta letalidade nas estradas se deve a diversos fatores, como o aumento do uso dessas vias por motociclistas e a maior velocidade permitida.
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De acordo com dados divulgados pelo Departamento de Trânsito do Estado de São Paulo (Detran-SP), 47 municípios paulistas apresentam uma tendência de aumento no número de mortes de motociclistas em acidentes. A cidade de Cotia está entre as localidades listadas no estudo “Análise de Tendências de Sinistralidade em Municípios”, produzido pelo órgão.

Esse aumento da letalidade nas rodovias, que já era um problema grave, se intensificou no primeiro semestre de 2025. Segundo dados exclusivos para a Folha de S.Paulo, o número de óbitos de motociclistas em estradas paulistas cresceu 17% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Foram 461 mortes neste ano, contra 392 em 2024.

Motociclistas são as principais vítimas em rodovias

A cada dez mortes em rodovias de São Paulo, quatro são de motociclistas, um aumento significativo em relação aos 29,6% registrados no período pré-pandemia, em 2019. Enquanto o número total de mortes em rodovias se manteve quase estável, a letalidade entre os ocupantes de motos aumentou.

Especialistas ouvidos pelas publicações apontam que a alta letalidade em rodovias pode ser explicada pelo crescente uso de motocicletas para deslocamentos diários, que muitas vezes ocorrem em alta velocidade. A frota de motocicletas no estado de São Paulo cresceu 25% entre 2019 e 2025, um ritmo superior ao de outros veículos.

O aumento no uso da moto como meio de transporte se deve a fatores como a busca por alternativas mais rápidas em relação ao transporte público e o crescimento das entregas por aplicativos. No entanto, o aumento da frota e do uso das vias de alta velocidade não é acompanhado por uma formação adequada de todos os condutores. Um relatório federal de 2024 mostrou que mais de 53% dos proprietários de motos não possuíam Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para conduzir esses veículos.

(Da redação, com dados da Folha de S. Paulo e Estadão. Imagem: Divulgação ARTESP)