METRÔ DE COTIA: “ESTADÃO” DETALHA COMO SERÁ A FUTURA LINHA

Uma reportagem da jornalista Priscila Mengue, publicada no jornal O Estado de S. Paulo em 2 de novembro de 2025, revelou detalhes inéditos do anteprojeto de engenharia da futura Linha 22-Marrom do Metrô. O novo traçado, que ligará Cotia (passando pela Granja Viana) e Osasco à zona oeste de São Paulo, deve implementar soluções de engenharia inéditas na rede, incluindo vagões e túneis mais estreitos, no chamado “layout asiático”, e estações com elevadores de alta capacidade.
O desenvolvimento da linha foi retomado há cerca de um ano e meio, e o anteprojeto foi entregue ao Metrô em setembro. O estudo aponta um traçado de 29,75 quilômetros com 19 paradas, prevendo um tempo de trajeto de 42 minutos entre Cotia e a estação Sumaré. O projeto também inclui três estações dentro e no entorno da Cidade Universitária da USP.
Após anos de planos que incluíram até a ideia de um monotrilho na Rodovia Raposo Tavares, a opção atual é por um metrô subterrâneo. As próximas etapas incluem sondagens geotécnicas, licenciamento ambiental e o projeto básico.
O “Layout Asiático” para Reduzir Custos
Diferente das linhas tradicionais de São Paulo, que chegam a transportar mais de 1 milhão de pessoas por dia, a Linha 22-Marrom tem uma previsão de 678 mil passageiros diários.
Segundo a reportagem, essa demanda menor levou os engenheiros a optarem por trens mais estreitos, com assentos distribuídos de costas para as laterais, um modelo comum no Japão e na China. Os carros devem ter 2,65 metros de largura, enquanto os atuais têm cerca de 3 metros. Além disso, os trens devem ter cinco vagões (110 metros de comprimento total), em vez dos seis habituais.
Essa mudança permite túneis mais estreitos, o que, segundo Luiz Antonio Cortez Ferreira, gerente de Planejamento e Meio Ambiente do Metrô, reduz os custos da obra. “Reduz o volume de concreto, o volume de material escavado e o transporte de material escavado, que é um item muito pesado no custo de uma nova linha subterrânea”, afirmou Ferreira ao Estadão.
Estações Profundas e Novas Fontes de Renda
A matéria de Priscila Mengue destaca que a topografia da região exigirá estações profundas. A expansão da estação Sumaré, por exemplo, tem previsão de atingir 71 metros de profundidade.
Por conta da profundidade e da demanda menor, o anteprojeto sugere elevadores de “alta capacidade”, capazes de transportar até 40 pessoas, em vez de escadas rolantes em ao menos duas estações (Granja Viana e Santa Maria, em Osasco) e nos acessos de outras cinco.
Os estudos também consideram a construção de “empreendimentos associados” às estações, como lojas, escritórios e apartamentos, como uma alternativa para gerar recursos para a obra.
Custo e Controvérsia
O valor exato da obra ainda não foi definido, mas há uma indicação inicial de R$ 90 bilhões, valor que seria somado aos custos das futuras Linhas 20-Rosa e 19-Celeste.
A proposta, contudo, não é unânime. A reportagem aponta críticas pelo alto investimento para atender locais de menor demanda, como a Granja Viana, havendo a defesa de que bairros periféricos deveriam ser priorizados.
O Metrô defende o projeto, destacando que mais da metade dos usuários previstos será de pessoas que hoje não utilizam esse transporte. “É uma linha que tem característica de facilitar muito o acesso da população ao emprego, principalmente na zona oeste”, disse Ferreira, ressaltando a necessidade de interligar a capital às cidades vizinhas. (Da redação, com informações do jornal O Estado de S. Paulo, edição de 02/11/2025, autora Priscila Mengue – Metrô que deve passar por USP e Granja Viana terá trens com ‘layout asiático’; veja diferença – Estadão. Imagem gerada por I.A. – obtida no site da CPTM Linha 22-Marrom do Metrô terá trens de estilo “asiático” – Metrô CPTM)





