GESTÃO DO PARQUE ESTADUAL DO MORRO GRANDE GANHA DIRETRIZES EM REUNIÃO COM A FUNDAÇÃO FLORESTAL

Encontro entre Prefeitura e Estado alinha Termo de Cooperação, fomento ao turismo sustentável e a necessária criação de Conselho Gestor com participação de moradores locais.
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O fortalecimento da gestão do recém-criado Parque Estadual do Morro Grande deu um passo decisivo nesta sexta-feira (9). Em reunião realizada no Gabinete do Prefeito, representantes da Prefeitura de Cotia e da Fundação Florestal — órgão estadual designado para administrar a unidade — definiram as primeiras linhas de ação para o uso público e a preservação da área.

O encontro, que contou com a presença do prefeito Welington Formiga e de secretários municipais, focou na cooperação institucional para transformar a reserva, oficializada como Parque Estadual em novembro de 2025, em um polo de sustentabilidade e geração de renda para o município.

Turismo de Base Comunitária e o Papel do Entorno

Um dos pontos centrais da reunião foi a proposta de desenvolvimento do turismo de base comunitária. Diferente do turismo convencional, este modelo prevê o envolvimento direto das populações que vivem no entorno do parque, capacitando-as como monitores ambientais e prestadores de serviços.

As diretrizes apresentadas pela Fundação Florestal incluem:

  • Observação de Aves e Cicloturismo: Atividades de baixo impacto para atrair visitantes qualificados.
  • Trilhas Monitoradas e Educação Ambiental: Estruturação para receber grupos escolares e pesquisadores.
  • Revitalização da Vila DAE: Estudos para concessão sustentável de serviços na área histórica tombada provisoriamente para evitar ocupações irregulares.

O Desafio da Participação: Conselhos Gestores

Vila do DAE terá papel importante como “porta de entrada” do Parque

Em consonância com discussões legislativas recentes na cidade, a criação do Conselho Gestor do Parque foi pautada como prioridade. Seguindo exemplos de sucesso como a Lei 15.910/2013 da capital paulista, defende-se que este conselho não seja apenas ocupado por entidades formais, mas que inclua obrigatoriamente moradores num raio de até 2 km das divisas do parque.

A integração de quem vive nas áreas de ligação entre a Mata Atlântica e os aglomerados urbanos é vista como a estratégia mais eficaz para a fiscalização e o sucesso das políticas de educação ambiental.

Próximos Passos e Cooperação Técnica

Como resultado prático do encontro, será formalizado um Termo de Cooperação Técnica entre Cotia e a Fundação Florestal. O documento definirá as responsabilidades de cada ente e garantirá a segurança jurídica para os investimentos que virão.

Para o governo municipal, a consolidação do parque é a chance de Cotia se tornar um “modelo de sustentabilidade para o planeta”, unindo a preservação dos maciços florestais ao desenvolvimento econômico regional.

(Da redação, com informações e imagens da SCS da Prefeitura de Cotia)