SUS INICIA TELEATENDIMENTO GRATUITO PARA QUEM TEM COMPULSÃO POR BETS EM COTIA E REGIÃO

Serviço confidencial é voltado a maiores de 18 anos e pode ser acessado pelo aplicativo Meu SUS Digital; iniciativa conta com parceria do Hospital Sírio-Libanês
0
96

O Ministério da Saúde oficializou nesta terça-feira (3) o lançamento de um serviço de teleatendimento especializado em saúde mental para pessoas que sofrem com a compulsão por jogos de apostas eletrônicas, as populares “bets”. A iniciativa, que também acolhe familiares e redes de apoio, surge como uma resposta direta ao crescimento dos problemas financeiros e de saúde mental associados ao vício em apostas online em todo o país, incluindo o impacto observado em cidades como Cotia.

O serviço é realizado via Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS), em parceria com o Hospital Sírio-Libanês. O atendimento é totalmente gratuito, confidencial e conduzido por uma equipe multiprofissional composta por psicólogos e terapeutas ocupacionais, com suporte de psiquiatras. Cada ciclo de cuidado pode incluir até 13 consultas por paciente, realizadas por videoconferência com duração média de 45 minutos.

Como solicitar ajuda

Para os moradores de Cotia que buscam auxílio, o acesso deve ser feito pelo aplicativo Meu SUS Digital (disponível para Android, iOS e web). Após o login com a conta gov.br, o usuário deve acessar a aba “Miniapps” e selecionar a opção “Problemas com jogos de apostas?”. O sistema oferece um autoteste e, caso seja identificado risco moderado ou elevado, o encaminhamento para o teleatendimento é automático. Casos de menor risco são orientados a procurar a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) local, como as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) ou os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) do município.

Além do suporte terapêutico, o governo federal mantém a Plataforma de Autoexclusão Centralizada (gov.br/autoexclusaoapostas), onde o cidadão pode solicitar o bloqueio de seu CPF em sites de apostas e a interrupção de publicidades do setor por períodos que variam de dois meses a tempo indeterminado. Segundo dados do ministério, a procura espontânea presencial ainda é baixa devido ao estigma social, tornando o atendimento virtual uma ferramenta essencial para romper a barreira do silêncio e do isolamento.

Fontes utilizadas: Agência Brasil, Ministério da Saúde, Governo Federal. Imagem gerada por I.A.