ELEIÇÕES 2026: TSE DEFINE CALENDÁRIO E CRIA REGRAS RÍGIDAS PARA O USO DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Tribunal conclui aprovação de normas que regerão o pleito; calendário fixa 1º turno para 4 de outubro e estabelece punições para desinformação com IA; periodo para troca de partidao (janela partidária) vai de 5 de março a 3 de abril
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O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluiu, em sessão extraordinária nesta segunda-feira (2), a aprovação do conjunto de resoluções que orientarão as Eleições Gerais de 2026. Entre as principais novidades para o eleitorado e candidatos, destacam-se a regulamentação do uso de Inteligência Artificial (IA) na propaganda eleitoral e a criação de um “estatuto da cidadania” para facilitar o acesso do eleitor às normas do pleito.

Com o calendário aprovado, os eleitores irão às urnas no dia 4 de outubro (1º turno) para escolher presidente, governadores, senadores e deputados (federais e estaduais). Uma das medidas mais aguardadas é a restrição severa ao uso de IA: fica proibido o uso de conteúdo sintético para criar “deepfakes” (vozes ou imagens manipuladas) que prejudiquem candidatos, especialmente nas 72 horas que antecedem a votação. Provedores de internet poderão ser responsabilizados solidariamente caso não removam conteúdos irregulares imediatamente.

Janela partidária e participação indígena

O cronograma estabelece que a janela para migração partidária — período em que detentores de mandato podem trocar de legenda sem perder o cargo — terá início em 5 de março de 2026, encerrando-se em 3 de abril. Outro marco histórico aprovado pelo tribunal é a destinação proporcional de tempo de propaganda e recursos do Fundo Partidário para candidatos de populações indígenas, garantindo maior equidade na disputa.

Facilidades para o eleitor

Pela primeira vez, o TSE consolidou todas as normas de interesse direto do cidadão em um único documento, evitando que o eleitor precise consultar diversas leis complexas para saber seus direitos. A Corte também aprovou diretrizes para o transporte gratuito de eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida, reforçando o programa “Seu Voto Importa”. Segundo a ministra Cármen Lúcia, presidente do TSE, o objetivo das novas regras é assegurar que o processo eleitoral ocorra com estabilidade, transparência e segurança jurídica para todos os envolvidos.

Fontes utilizadas: TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Imagem gerada por I.A.