ANVISA APROVA NOVO REMÉDIO PARA ENXAQUECA E LIBERA PRIMEIROS GENÉRICOS CONTRA DIABETES E OBESIDADE

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta terça-feira (8), importantes registros farmacêuticos que ampliam as opções de tratamento para condições de alta prevalência no Brasil. As deliberações contemplam o registro de uma nova terapia de via oral voltada à prevenção da enxaqueca e a autorização dos primeiros medicamentos genéricos à base de liraglutida, princípio ativo utilizado em canetas injetáveis para o controle de diabetes tipo 2 e obesidade.

Nova alternativa contra a enxaqueca

A agência concedeu registro ao medicamento Aquipta (atogepanto), desenvolvido pelo laboratório AbbVie Farmacêutica. O remédio é indicado para pacientes adultos que sofrem com ao menos quatro episódios mensais de crise de dor de cabeça.

Segundo a Anvisa, o atogepanto atua diretamente no bloqueio de vias neurais ligadas à transmissão e percepção da dor, agindo especificamente nos mecanismos fisiopatológicos da enxaqueca — diferencial relevante em relação a tratamentos preventivos tradicionais. Estudos clínicos comprovaram que o uso contínuo reduz de maneira expressiva os dias de dor ao longo do mês, melhorando o bem-estar de quem convive com a condição crônica, frequentemente acompanhada por náuseas, vômitos e extrema sensibilidade à claridade e a ruídos.

Genéricos de liraglutida contra obesidade e glicemia

Em outra deliberação publicada no Diário Oficial da União, o órgão regulador deferiu os registros de dois medicamentos genéricos formulados com o princípio ativo liraglutida, na concentração de 6 mg/mL. A autorização foi concedida à farmacêutica nacional EMS.

A liraglutida é uma substância consagrada no auxílio ao controle do apetite e no equilíbrio dos níveis de açúcar no sangue. A fabricante já distribui as versões de marca Olire (para controle de peso corporal) e Lirux (voltado ao manejo do diabetes tipo 2). Com o novo aval da Anvisa, o composto poderá ser comercializado diretamente sob a designação genérica de seu princípio ativo, viabilizando maior concorrência de mercado e potencial redução de custos para os consumidores.

Fontes: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Diário Oficial da União (DOU) e Agência Brasil. Imagem Rafa Neddermeyes-AB