INCA ALERTA PARA DIAGNÓSTICO TARDIO E MAIOR AGRESSIVIDADE DO CÂNCER DE MAMA EM MULHERES NEGRAS

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) colocou no centro das ações do Outubro Rosa 2026 o impacto das disparidades raciais no diagnóstico e tratamento do câncer de mama. Dados inéditos apresentados pelo órgão mostram que, embora a incidência geral da doença seja inferior entre mulheres negras na comparação com brancas, a população preta e parda sofre com diagnósticos em estágios avançados, tumores biologicamente agressivos (como o subtipo triplo-negativo) e maior índice de mortalidade.
Os documentos e diretrizes técnicas lançados pelo instituto para consulta e download estão disponíveis nos links oficiais:
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Baixe a publicação “Disparidades raciais na incidência do câncer de mama” (Volume 1).
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Acesse a cartilha educativa “Saúde com axé: mulheres negras e prevenção do câncer”.
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Acesse a campanha do Outubro Rosa 2026 e a exposição virtual do INCA.
Disparidades no diagnóstico e mortalidade
Segundo a coordenadora de Prevenção e Vigilância do INCA, Márcia Sarpa, o diagnóstico em estágio avançado atinge 60% das mulheres negras, frente a 50% entre mulheres brancas. O levantamento também revelou que o aumento da taxa de mortalidade entre mulheres negras foi 3,8 vezes superior no intervalo entre os anos de 2000 e 2020.
A publicação técnica destaca que essas desigualdades são reflexo direto de determinantes socioeconômicos, barreiras de acesso aos serviços de saúde, estresse decorrente de vulnerabilidade social e os efeitos do racismo estrutural e institucional, que retardam a realização de mamografias e consultas no SUS.
Prevenção comunitária e equidade no SUS
O documento do INCA recomenda reforçar as estratégias de prevenção primária — incluindo alimentação equilibrada, atividade física regular e aleitamento materno —, aliadas à eliminação de entraves burocráticos para exames precoces.
A cartilha educativa apresentada no encontro foi construída diretamente a partir de oficinas em terreiros e áreas remanescentes de quilombos, unindo a escuta qualificada das comunidades tradicionais às políticas de vigilância epidemiológica e saúde integral da população negra.
Fontes: Instituto Nacional de Câncer (INCA); Ministério da Saúde; Agência Gov. Imagem José Cruz – Ag. Brasil




