CÂNCER DE MAMA: DA PREVENÇÃO AO PÓS-TRATAMENTO E A IMPORTÂNCIA DO CUIDADO CONTÍNUO

Oncologista da Oncoclínicas (maior grupo de tratamento do câncer na América Latina) e diretora médica da Alliança Saúde (empresa líder em medicina diagnóstica) esclarecem dúvidas e reforçam a necessidade de prevenção o ano inteiro.
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O Outubro Rosa é um momento crucial para o cuidado com a saúde da mulher, focando na prevenção e no acompanhamento do câncer de mama. Com mais de 73 mil novos casos estimados anualmente no Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a doença é a mais incidente entre as mulheres, exigindo informação e acesso a exames para salvar vidas.

É fundamental que as mulheres recebam orientação clara sobre diagnóstico, tratamento e acompanhamento. Conhecer exames, opções de reconstrução, efeitos colaterais e suporte psicológico reduz a ansiedade e oferece segurança.

Daniel Gimenes, oncologista da Oncoclínicas, esclarece as principais dúvidas:

  1. Mamografia sempre acerta? Quando usar outros exames? A mamografia é o principal exame de rastreamento, detectando alterações precocemente. No entanto, para mamas densas ou suspeitas, ultrassom e ressonância magnética podem ser indicados para maior precisão. A biópsia é fundamental para o diagnóstico definitivo.
  2. Devo fazer teste genético? O teste genético é recomendado para mulheres com histórico familiar de câncer de mama ou ovário em idade precoce, ou outros tipos de câncer na família. Ele identifica riscos aumentados para personalizar a prevenção e o tratamento, sempre com aconselhamento genético.
  3. Reconstrução mamária: imediata ou tardia? A reconstrução da mama impacta a autoestima e pode ser realizada imediatamente, junto à remoção do tumor, ou em um segundo momento, após o tratamento oncológico. A decisão depende de fatores clínicos e do tipo de cirurgia, e a reconstrução é um direito garantido por lei.
  4. Efeitos colaterais: como manejar no dia a dia? Os efeitos colaterais variam conforme o tratamento. Fadiga, queda de cabelo, náuseas e alterações de pele são comuns. Medicamentos de suporte, ajustes na rotina, atividade física, alimentação equilibrada e suporte psicológico são essenciais para minimizá-los.
  5. Como será o acompanhamento após o tratamento? O acompanhamento pós-tratamento é crucial para monitorar possíveis recidivas e garantir a saúde global. Consultas e exames são mais frequentes nos primeiros anos e depois espaçados, oferecendo segurança e detecção precoce de alterações.
  6. Vida sexual, imagem corporal e suporte psicológico. O câncer de mama impacta a sexualidade, autoestima e imagem corporal. O suporte psicológico e multidisciplinar, incluindo terapias de casal e grupos de apoio, são fundamentais para ressignificar a experiência e fortalecer os vínculos afetivos, sendo parte integrante do tratamento.

A Importância da Prevenção Contínua

As campanhas do Outubro Rosa são vitais, mas a prevenção do câncer de mama precisa ser um cuidado constante. Em 2025, o Brasil deve registrar 73.610 novos casos, sendo a principal causa de morte por câncer entre mulheres.

Drª Luci Barbiero, diretora médica da Alliança Saúde, destaca que o diagnóstico precoce aumenta as chances de cura para mais de 90%. Além do autoexame, o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) recomendam mamografia anual a partir dos 40 anos, ou antes, para casos de risco elevado. É fundamental que as mulheres conheçam seu corpo e consultem ginecologistas ou mastologistas regularmente, buscando um profissional imediatamente ao notar qualquer alteração.

(Da redação. Fontes: Oncoclínicas e Alliança Saúde. Imagem gerada por I.A.)