COTIA MANTÉM SEIS ANOS SEM CASOS DE SARAMPO, MAS SAÚDE REFORÇA ALERTA PARA COMPLETAR ESQUEMA VACINAL NAS UBSs

O município de Cotia segue há quase seis anos sem registros de sarampo. O último caso confirmado na cidade ocorreu em novembro de 2020 e, ao longo de 2026, não há notificações de casos confirmados ou sob investigação. O panorama epidemiológico positivo foi divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, com base nos registros consolidados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN).
Apesar do cenário favorável, as autoridades de saúde enfatizam que a manutenção da vigilância e a adesão à imunização são fundamentais para blindar a população contra a reintrodução do vírus. A vacina tríplice viral, que confere proteção simultânea contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município pela rede do Sistema Único de Saúde (SUS).
Entenda o Sarampo: Sintomas, Transmissão e Riscos
O sarampo é uma doença infecciosa aguda grave, altamente contagiosa e transmitida por vias aéreas — ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Por ter um dos maiores potenciais de propagação entre as doenças virais, um único indivíduo infectado pode transmitir o patógeno para até 18 pessoas não vacinadas.
Os principais sintomas incluem:
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Febre alta acompanhada de tosse seca e persistente;
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Coriza, conjuntivite e sensibilidade intensa à luz (fotofobia);
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Pequenas manchas brancas na mucosa interna das bochechas (manchas de Koplik);
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Manchas avermelhadas na pele (exantemas) que surgem inicialmente no rosto e atrás das orelhas, espalhando-se para o tronco e membros.
Em casos mais graves, a infecção pode evoluir para complicações severas, como pneumonia bacteriana, infecções no ouvido que podem levar à perda auditiva permanente, cegueira e encefalite (inflamação do cérebro), com risco elevado de morte principalmente em crianças desnutridas ou com o sistema imunológico fragilizado.
Evolução da Cobertura Vacinal em Cotia
O Ministério da Saúde preconiza uma cobertura de 95% para assegurar a chamada imunidade de rebanho (bloqueio da circulação viral). Em Cotia, o monitoramento dos últimos anos aponta para uma curva consistente de recuperação nos índices vacinais, em especial no esquema da segunda dose:
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2023: 86,72% (1ª dose) | 61,98% (2ª dose)
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2024: 86,88% (1ª dose) | 72,19% (2ª dose)
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2025: 90,15% (1ª dose) | 75,43% (2ª dose)
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2026 (dados parciais): 81,35% (1ª dose) | 62,11% (2ª dose)
A Secretaria de Saúde destaca que os dados referentes a 2026 são preliminares e devem subir com a intensificação da busca ativa e o comparecimento contínuo às salas de vacina.
Esquema Vacinal: Quem Deve Tomar a Vacina?
O Calendário Nacional de Vacinação estabelece as seguintes diretrizes para a aplicação da tríplice e tetraviral:
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Crianças:
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1ª dose (Tríplice Viral): administrada aos 12 meses de vida;
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2ª dose / Reforço (Tetraviral ou Tríplice + Varicela): aplicada aos 15 meses.
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Pessoas de 12 meses a 29 anos: Devem ter comprovadamente duas doses no histórico.
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Adultos de 30 a 59 anos: Devem ter ao menos uma dose registrada.
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Profissionais de Saúde: Exige-se a comprovação de duas doses, independentemente da faixa etária.
Como Atualizar a Caderneta
Moradores que tenham dúvidas sobre a própria situação imunológica ou a de seus dependentes devem se dirigir à UBS mais próxima de sua residência. Para o atendimento, basta apresentar um documento oficial de identificação com foto e a caderneta de vacinação. As equipes técnicas realizam a conferência dos registros e aplicam eventuais doses em atraso no mesmo momento.
Fontes: SCS da PM de Cotia, Ministério da Saúde e (SINAN/DataSUS). Imagem Juliano Barbosa





