VIOLENCIA CONTRA MULHERES: ESTADO CRIA SISTEMA PARA REGISTRAR VIOLÊNCIA RAPIDAMENTE E UNIÃO INVESTIGA ÓDIO NAS REDES

O Governo do Estado de São Paulo lançou um sistema inédito para agilizar o atendimento a mulheres vítimas de violência. Com a nova ferramenta, a Polícia Militar poderá registrar a ocorrência no momento do atendimento, eliminando a necessidade de a vítima se deslocar até uma delegacia para formalizar a denúncia. A medida, que entra em fase de testes em Santos até o fim deste mês, busca enfrentar a subnotificação e garantir proteção imediata.
O sistema opera por meio do módulo Riesp-DV (Registro Integrado de Evento de Segurança Pública – Violência Doméstica). Os dados inseridos pelo policial militar são compartilhados em tempo real com as Delegacias de Defesa da Mulher (DDM) da Polícia Civil. A integração permite ainda o preenchimento do Formulário Nacional de Avaliação de Risco (Fonar), o que acelera a solicitação de medidas protetivas de urgência à Justiça.
Investigação contra a misoginia digital
Enquanto o estado amplia a rede de proteção física, as autoridades federais miram a violência no ambiente digital. A Polícia Federal abriu inquérito para investigar uma “trend” no TikTok onde homens simulam agressões contra mulheres após rejeições amorosas. A Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) notificaram a plataforma, exigindo explicações sobre os sistemas de moderação e a monetização desses conteúdos.
O cenário é alarmante: um levantamento do NetLab, da UFRJ, identificou 123 canais brasileiros no YouTube dedicados à disseminação de conteúdo misógino, somando mais de 23 milhões de inscritos. Especialistas alertam que a cultura do ódio contra a mulher tem se tornado um nicho de negócio lucrativo nas redes sociais, o que reforça a necessidade de legislações que criminalizem especificamente a misoginia.
Como buscar ajuda
Para as mulheres que sofrem violência ou para quem presencia tais atos, os canais de denúncia seguem ativos:
- Central de Atendimento à Mulher: Ligue 180 (disponível também via WhatsApp: 61 9610-0180).
- Emergências: 190 (Polícia Militar).
- Direitos Humanos: Disque 100.
Fontes: Gov.Br, Agência SP e Agência Brasil.





