AMEAÇA SILENCIOSA: 4 DOENÇAS QUE PODEM ROUBAR SUA VISÃO

Especialista alerta que a cegueira já é a deficiência mais comum no Brasil; até 90% dos casos graves poderiam ser evitados com diagnóstico precoce
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O mês de abril carrega um alerta urgente: o Abril Marrom. A campanha busca frear o avanço de doenças que, muitas vezes de forma silenciosa, levam à perda total da visão. Dados alarmantes do último Censo do IBGE revelam que a dificuldade para enxergar é a deficiência número um no País, atingindo 3,4% dos brasileiros — superando as deficiências motoras e auditivas.

De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), o Brasil possui cerca de 1,5 milhão de cegos. O dado mais impactante, no entanto, é que 80% a 90% desses casos poderiam ter sido evitados se houvesse prevenção ou tratamento imediato.

O Perigo Oculto: As 4 Maiores Ameaças

O Dr. Daniel Martin, oftalmologista do H.Olhos (rede Vision One), lista as patologias que mais colocam a saúde ocular em risco:

  • Glaucoma: A maior causa de cegueira irreversível no mundo. Por ser indolor, o paciente só percebe o dano quando o nervo óptico já está severamente comprometido.

  • Retinopatia Diabética: Uma ameaça direta para 20% dos diabéticos. O excesso de açúcar no sangue “destrói” os vasos da retina, causando vazamentos e perda de visão.

  • Catarata: Responsável por quase metade dos casos de cegueira. Embora reversível por cirurgia, ainda é um dos maiores gargalos da saúde ocular.

  • Degeneração Macular (DMRI): Destrói a visão central, impedindo tarefas simples como ler ou reconhecer rostos. É a principal causa de perda visual em pessoas acima de 60 anos.

O Fator Tempo

Muitas dessas doenças são irreversíveis após certo estágio. O controle rigoroso de doenças como hipertensão e diabetes, somado ao exame de fundo de olho anual, é a única barreira eficaz contra a cegueira.

“Muitas doenças graves avançam sem dor. Ao notar qualquer embaçamento ou mancha, a investigação deve ser imediata”, reforça o especialista.


Fontes: Dr. Daniel Martin (H.Olhos/Vision One), IBGE e Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).