VACINAÇÃO NA TERCEIRA IDADE: MITOS AINDA COLOCAM IDOSOS EM RISCO

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Frases como “vacina causa doença”, “já sou idoso, não preciso mais me vacinar” ou “me vacinei quando jovem, então estou protegido” ainda circulam com frequência, especialmente nas redes sociais. Essa desinformação ajuda a explicar por que muitos idosos permanecem desprotegidos contra doenças graves e evitáveis, tornando-se um dos principais obstáculos à adesão vacinal.

Segundo o infectologista Felipe Moreno, médico do Hospital Evangélico de Sorocaba (HES), é fundamental combater essas crenças equivocadas.

“As vacinas são feitas justamente para prevenir formas graves. Eventos adversos graves são extremamente raros, e o risco da doença é muito maior”, afirma o especialista.

Imunossenescência e a necessidade de reforços

O médico reforça que a ideia de que idosos não precisam mais de imunização está totalmente incorreta. “Quando na verdade, é exatamente o contrário: é quando mais precisa”, destaca. Outro erro comum é acreditar que a imunização feita na juventude é autossuficiente. “Muitas vacinas exigem reforços ao longo da vida para manter a proteção”, completa Moreno, lembrando que a vacinação deve acompanhar o indivíduo em todas as idades.

Com o avanço da idade, o organismo passa por um processo natural chamado imunossenescência, caracterizado pela redução da capacidade do sistema imunológico de responder a infecções. Isso torna a população idosa mais vulnerável ao contágio e a complicações severas.

“Ou seja: o idoso não só fica mais suscetível a doenças, como também tem maior risco de evoluir com formas graves, internação e até óbito. A vacina, nesse contexto, é uma das ferramentas mais eficazes de prevenção”, pontua o infectologista.

Vacinas essenciais para a terceira idade

O calendário de imunização para o público idoso inclui proteções específicas e atualizações periódicas:

  • Influenza (gripe): Exige aplicação de uma dose anual.

  • COVID-19: Deve seguir o calendário atualizado de doses de reforço.

  • Vacinas pneumocócicas: Atuam na prevenção de pneumonia e suas complicações.

  • Herpes-zóster: Indicada para reduzir o risco do surgimento da doença e da dor crônica associada a ela.

  • dT ou dTpa (Difteria e tétano, com ou sem coqueluche): Exige dose de reforço a cada 10 anos.

Dependendo do histórico clínico do paciente e de seu estilo de vida, outras vacinas também podem ser recomendadas por equipes médicas, tais como as vacinas contra a hepatite B e febre amarela (esta última mediante avaliação individual de risco-benefício).

Consequências do atraso vacinal

A ausência de imunização ou o atraso nas doses gera consequências individuais e coletivas expressivas. “Quando o idoso não está com a vacinação em dia, ele fica exposto a doenças potencialmente graves. E o impacto não é apenas individual: há também aumento de internações, sobrecarga do sistema de saúde e perda de qualidade de vida”, finaliza o Dr. Felipe Moreno.

Fonte: Hospital Evangélico de Sorocaba. iMAGEM GERADA POR i.a.