PARTICIPE DA CONSULTA DO SUS SOBRE INCLUSÃO DA ANGIOTOMOGRAFIA CORONARIANA NO SUS

Comissão Nacional abre Consulta Pública nº 73/2026 até 24 de agosto para avaliar a incorporação do exame como primeira linha no diagnóstico da doença arterial coronariana no Sistema Único de Saúde
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O Ministério da Saúde aponta que as doenças cardiovasculares representam cerca de 30% dos óbitos no Brasil, o que corresponde a aproximadamente 300 mil mortes por ano. Mundialmente, o país ocupa a 9ª posição em mortes cardíacas. Entre as condições mais frequentes está a doença arterial coronariana, caracterizada pelo acúmulo de placas de gordura nas artérias do coração, aumentando os riscos de infarto.

Diante desse cenário, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) abriu a Consulta Pública nº 73/2026 para avaliar a incorporação da angiotomografia coronariana como exame de primeira linha no SUS. A proposta é voltada para pacientes sintomáticos, com probabilidade pré-teste baixa ou intermediária e suspeita de doença arterial coronariana estável.

A população, profissionais de saúde e entidades podem enviar sugestões, opiniões e críticas por meio da plataforma Brasil Participativo até o dia 24 de agosto de 2026.

Exame não invasivo e diagnósticos precisos

A angiotomografia coronariana é um procedimento não invasivo realizado via tomografia computadorizada, capaz de detalhar as artérias e identificar bloqueios ou aterosclerose em fases iniciais. Ao possibilitar uma avaliação anatômica precoce em casos de dor torácica estável, o exame auxilia na escolha da conduta médica ideal, evitando procedimentos desnecessários e direcionando rapidamente o paciente para o tratamento adequado.

Estudo aponta economia e redução de eventos graves

Uma recente pesquisa publicada nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, periódico da Sociedade Brasileira de Cardiologia, analisou o custo-efetividade do exame sob a perspectiva da saúde suplementar. Comparando a técnica com métodos tradicionais, o estudo apontou uma economia média de R$ 1.021 por paciente ao adotar a angiotomografia como estratégia inicial.

Em uma população-modelo de 100 mil beneficiários com adoção progressiva em cinco anos, a economia acumulada ultrapassaria R$ 102 milhões. Para toda a população potencialmente elegível na saúde suplementar, as projeções teóricas indicam um impacto econômico acumulado superior a R$ 30 bilhões em cinco anos.

Além do aspecto financeiro, a estratégia esteve associada à redução expressiva de infartos do miocárdio, internações e procedimentos de revascularização. Conforme as estimativas:

  • A redução de infartos pode gerar economia aproximada de R$ 686,86 por paciente;

  • A diminuição de hospitalizações representa cerca de R$ 684,41 por paciente;

  • A menor necessidade de revascularização reduz custos em R$ 811,09 por paciente.

“A doença arterial coronariana continua sendo uma das principais causas de morbidade e mortalidade no país. Quanto mais cedo e precisamente conseguimos identificar os pacientes de maior risco, maiores são as chances de prevenir eventos cardiovasculares graves e direcionar o tratamento adequado”, destaca a Dra. Isabela Bispo, uma das autoras do estudo e membro do Departamento de Imagem Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia (DIC/SBC).

Como participar da Consulta Pública nº 73/2026

  1. Acesse a plataforma Brasil Participativo;

  2. Localize a Consulta Pública nº 73/2026, sobre a angiotomografia coronariana como exame de primeira linha para pacientes sintomáticos com suspeita de doença arterial coronariana estável;

  3. Leia os relatórios técnicos e recomendações preliminares da Conitec;

  4. Faça o login na plataforma e envie suas contribuições até o dia 24 de agosto de 2026.

Fontes: Sociedade Brasileira de Cardiologia / Arquivos Brasileiros de Cardiologia / Ministério da Saúde / Conitec/ Imagem Free Pik – Magnific