ENEM 2026: CONFIRA 10 APOSTAS DE TEMAS PARA A REDAÇÃO E DICAS DE REPERTÓRIO DE ESPECIALISTAS

Na reta final de preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026, a prova de redação concentra as maiores atenções e expectativas dos estudantes. Historicamente estruturada em torno de problemas sociais complexos que exigem dos candidatos uma proposta de intervenção respeitadora dos direitos humanos, a avaliação demanda repertório sociocultural sólido, domínio normativo e leitura atenta dos acontecimentos contemporâneos.
Para direcionar os estudos das últimas semanas, especialistas recomendam o acompanhamento sistemático do noticiário, o conhecimento de marcos legislativos recentes e a análise das propostas aplicadas nos últimos anos. Com base nessas premissas, professores de plataformas educacionais elencaram dez temas com alto potencial de abordagem na edição deste ano.
10 temas em destaque e repertórios sugeridos
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Desafios para a inclusão de pessoas neurodivergentes e com deficiência no Brasil: Com o avanço nos diagnósticos de Transtorno do Espectro Autista (TEA) e o debate sobre a carência de profissionais de apoio e mediadores nas salas de aula, o tema ganha relevância imediata. O candidato pode embasar o texto na Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), abordando capacitismo, acessibilidade urbana e adaptação pedagógica.
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O enfrentamento do racismo ambiental no Brasil: Cruza preservação ecológica com vulnerabilidade socioespacial. O conceito trata da maior exposição de populações periféricas, indígenas e ribeirinhas a enchentes, deslizamentos e ausência de saneamento. Podem ser explorados dados do IBGE e desastres climáticos recentes.
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A importância da valorização da produção cultural brasileira ante a hegemonia estrangeira: Aborda a soberania cultural em tempos de consumo digital maciço. Mecanismos como a Lei do Audiovisual, cotas de catálogo nacional em plataformas de streaming e o desempenho de produções cinematográficas nacionais recentes no circuito internacional servem de base argumentativa.
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Os limites éticos da Inteligência Artificial no mercado de trabalho brasileiro: Impactos da automação, risco de precarização de postos de trabalho e assimetria na qualificação digital. Recomenda-se analisar o Projeto de Lei nº 2.338/2023 (Marco Regulatório da IA no Brasil), propondo medidas que conciliem inovação tecnológica e transição justa para os trabalhadores.
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Entraves para a cidadania territorial: isolamento geográfico e digital de comunidades vulneráveis: A barreira física e a falta de conectividade aprofundam a exclusão de serviços essenciais. O clássico Vidas Secas, de Graciliano Ramos, ilustra as origens do isolamento regional, atualizado hoje pela ausência de infraestrutura tecnológica em bolsões de pobreza.
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Impactos do uso indiscriminado das tecnologias digitais por crianças: Discussão respaldada pela recente Lei nº 15.100/2025, que restringiu aparelhos celulares em ambientes escolares de educação básica. O candidato pode mobilizar a teoria do desenvolvimento de Jean Piaget sobre a importância das interações físicas e do estímulo sensorial na infância.
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O papel da escola na promoção da empatia e na prevenção da violência no ambiente de ensino: Episódios de conflito e intimidação sistemática nas escolas exigem estratégias de mediação comunitária. A obra Pedagogia do Oprimido, de Paulo Freire, respalda argumentos em favor da gestão dialógica e humanizada no espaço educacional.
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Estratégias para o enfrentamento do apagão de professores no Brasil: A evasão docente provocada por defasagem salarial, sobrecarga emocional e desvalorização das licenciaturas acendeu alertas no Ministério da Educação (MEC). Intervenções viáveis passam pela valorização do piso salarial e por planos de carreira atrativos.
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Desafios para o combate à automedicação com finalidades estéticas: A banalização de medicamentos injetáveis para emagrecimento e anabolizantes sem acompanhamento clínico decorre da pressão estética amplificada por algoritmos digitais. Aspectos como a fiscalização sanitária e o transtorno dismórfico corporal são pertinentes à discussão.
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Doenças reemergentes e o papel da vacinação na saúde coletiva no Brasil: A proliferação de notícias falsas e a queda nas taxas de cobertura vacinal abriram espaço para o retorno de doenças outrora controladas. Como repertório histórico e institucional, cabe citar a Revolta da Vacina de 1904 e a trajetória do Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Eixos anteriores para consulta
Para manter o referencial histórico de como a banca formula suas propostas, o estudante deve consultar o histórico recente do exame:
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2025: “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”
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2024: “Desafios para a valorização da herança africana no Brasil”
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2023: “Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil”
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2022: “Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil”
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2021: “Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil”
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2020: “O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira”
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2019: “Democratização do acesso ao cinema no Brasil”
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2018: “Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet”
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2017: “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil”
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2016: “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”
Para quem quer aprofundar a preparação prática nesta reta final, confira os conteúdos especiais sobre qual vai ser o tema de 2026 e como ele é escolhido, os 30 erros de Português que podem tirar pontos na redação, 10 filmes e séries que ajudam a construir repertório e como usar inteligência artificial para treinar seus textos.
Fontes: Elite Rede de Ensino; Amplia Plataforma de Ensino; Escola SAP; AMentoria; Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Imagem Gabriel de Paiva




