PLANO DE SAÚDE TERÁ QUE COBRIR MAMOGRAFIA DIGITAL PARA TODAS AS IDADES A PARTIR DE OUTUBRO

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou que os planos de saúde de todo o país serão obrigados a custear a realização da mamografia digital para beneficiários de qualquer faixa etária, desde que haja prescrição médica. A medida, aprovada pela diretoria colegiada do órgão regulador, entra em vigor a partir de 1º de outubro de 2026.
Até então, as operadoras de assistência médica suplementar eram compelidas a fornecer a versão digital da mamografia exclusivamente para mulheres com idades entre 40 e 69 anos. Com a nova regulamentação, o limite é extinto, assegurando o procedimento tanto para faixas etárias mais jovens que apresentem histórico familiar ou alterações clínicas suspeitas quanto para pessoas com mais de 70 anos. Além disso, a formulação da ANS assegura a cobertura a todas as pessoas, incluindo pacientes não binários que necessitem de avaliação mamária.
Avanço tecnológico e detecção precoce
A mamografia digital é considerada o padrão-ouro na detecção precoce do câncer de mama, sendo capaz de identificar nódulos e microcalcificações milimétricas anos antes de se tornarem palpáveis ao toque. Em comparação ao exame convencional analógico, o método digital apresenta benefícios clínicos fundamentais:
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Menor exposição à radiação: O sistema utiliza doses sensivelmente menores de raios-X para captar as imagens.
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Menor tempo de compressão: Reduz o desconforto físico e a dor durante a realização do exame.
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Imagens de alta resolução: O formato digital permite ampliação de contraste, medições precisas na tela do computador e envio instantâneo a especialistas para segunda opinião, facilitando o acompanhamento comparativo ao longo dos anos.
A decisão foi construída no âmbito da Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde). O comitê técnico argumentou que a mamografia digital já se consolidou na medicina diagnóstica moderna e que restringir o acesso a determinados grupos criava barreiras que poderiam atrasar o início do tratamento oncológico.
Impacto no tratamento e Outubro Rosa
A entrada em vigor da nova regra coincide com o início da campanha mundial do Outubro Rosa, voltada à conscientização sobre a prevenção e detecção precoce da doença. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), vinculado ao Ministério da Saúde, o Brasil registra aproximadamente 73.610 novos casos de neoplasia mamária a cada ano.
O diagnóstico precoce é o fator mais determinante para o desfecho favorável da doença, elevando as taxas de cura para até 95% e permitindo intervenções cirúrgicas menos invasivas e tratamentos menos agressivos.
Fontes: Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) / Agência Brasil / Instituto Nacional de Câncer (Inca) / Imagem José Cruz (AB)





